Prêmio Revista Iberoamericana

02/07/2018 14:45

O PPGLit comunica que o ex-orientando Byron Oswaldo Vélez Escallón recebeu o prêmio Revista Iberoamericana a la mejor Tesis Doctoral 2014-2016
Título da Tese: O Páramo é do tamanho do mundo: Guimarães Rosa, Bogotá, Iauaretê
Orientadora: Profª Drª Liliana Reales
Data da defesa: 15 de maio de 2014

Do tamanho do mundo: O Páramo de Guimarães Rosa –com um Yavaratê é o livro fruto da tese de doutorado, publicado pela Revista Iberoamericana/Instituto Internacional de Literatura Iberoamericana/Universidade de Pitssburgh.

Resumo: Este livro pode ser lido como o destaque figurativo de um conjunto de afinidades performativas inerentes ao fato literário denominado João Guimarães Rosa. Esse destaque gravita em torno da estória “Páramo” (1968), centro magnético póstumo e inacabado, e do significante “Bogotá” –pois o escritor mineiro viveu nessa cidade entre os anos 1942 e 1944, e retornou em 1948 para vê-la em chamas. Procurando o Brasil na Colômbia, este ensaio também explora modelos alternativos à chave “regional/universal” –justamente o modelo hegemônico de leitura do latino-americano que, insistentemente, tanto exigiu quanto impediu essa leitura do mesmo no outro– para ler da margem um texto mais canônico do corpus rosiano: “Meu tio o Iauaretê”. Assim lidas, essas narrativas se mostram como paradigmas de um Guimarães Rosa não somente representacional, mas vestigial –crivado de silêncios, de sintomas, de murmúrios subterrâneos–, cuja escritura opera pela junção de elementos díspares em campos operatórios a que se dá como tarefa multiplicar as singularidades que tocam ou pelas que foram tocados. Inserir mundos no mundo, o outro no mesmo, se torna assim a opção por uma política da leitura segundo a qual nada é anterior ao mútuo jogo dos signos e o sentido, portanto, nunca pode ser imposto de cima, do alto, por alguma instância transcendental ou pelo seu moto perverso recalcado: a autoridade doutrinária.

Capa do Livro

Livro: A palavra esgarçada: poesia e pensamento em Giorgio Caproni – de Patricia Peterle

29/06/2018 16:00

O pensamento é inseparável das redes de linguagem e a poesia ainda consiste na crítica e reflexão que a linguagem faz a si mesma, proporcionando vazios, fendas que possibilitam tais movimentos. É partindo dessas considerações que se propõe pensar a poesia de Giorgio Caproni como um arquivo poético, histórico, cultural, produzido por tensões, do qual o esgarçamento da palavra é um sintoma fundamental. Caproni percebe os escuros de seu tempo como algo que lhe indaga a todo instante, que o interpela: “Nem ao menos levará / a lanterna. Lá / o breu é tão breu / que não há escuridão”. O que desassossega não é aquilo que já se sabe ou se conhece, mas a esfera do “vazio”, ou nas palavras de Caproni “os lugares não jurisdicionais”, espaço no qual a razão é colocada à prova, é suspensa e certas fronteiras passam a ser repensadas.

O laboratório poético destas páginas é paradoxal e movido pela contínua e incessante busca por uma voz que parece sempre “escorregar” delineando uma figura que pelos seus gestos poderia se aproximar do arqueólogo ou etnógrafo, que escava, recorda, monta…

Livro: O outro século XX: embates entre literatura e realismos na Itália – de Andrea Santurbano

29/06/2018 10:15

A tradição narrativa oriunda de Giovanni Boccaccio é referência toda vez que é abordado o conceito de  realismo, em todas as suas articulações. Isso fica ainda mais evidente no contexto artístico italiano,  em especial no campo literário, sendo geralmente associada ao gênio itálico a prerrogativa de se relacionar com o universo da escrita a partir de uma perspectiva social, histórica, fatual, ainda que alegórica ou transcendente (pense-se em Dante).

O outro século XX: embates entre literatura e realismos na Itália problematiza autores alternativos (Alberto Savinio, Guido Morselli, Giorgio Manganelli), pouco conhecidos por aqui. O que está em jogo nestas páginas é a capacidade de a escrita literária contestar a linguagem cotidiana, minando, ainda, as certezas antropocêntricas da história e do discurso. Por isso, não se trata de recair em estéreis contraposições de gênero, entre modos realistas e fantásticos.

Os nove ensaios reunidos neste volume, longe de exaurir uma questão tão debatida, têm por objetivo – mínimo e ingrato – tecer um contraponto a toda uma tradição humanista e mimética, por meio de alguns casos paradigmáticos, inseridos no prisma das novas visões gnosiológicas do século XX.

Livro: A flor azul

28/06/2018 15:00

Eis aqui a história original A Flor Azul, do poeta Novalis, obra que foi escrita no momento de instituição do Primeiro Romantismo de expressão alemã. A edição da Rafael Copetti Editor reforça a autonomia desse conto emblemático.

Dentro do romance sobre a viagem de autoconhecimento do jovem Heinrich von Ofterdingen, de 1802, o personagem-poeta Klingsohr conta ao anti-herói a narrativa que trata do ideal simbólico da poesia romântica.

A Flor Azul tem seu enredo situado na Idade Média. Entre imagens simbólicas, mitológicas, ação e enigmas, as personagens são metáforas que sustentam o embate entre a Fábula (Poesia) em busca de Eros (Amor). O objetivo desse périplo é fazer frente à História (Pensamento) para, finalmente, salvar o mundo rumo ao sublime, à comunhão.

Em tradução de Maria Aparecida Barbosa e com prefácio de Claudio Willer, ilustrações de Rodrigo de Haro, A Flor Azul, em edição única, revela a força da narrativa que foi capaz de romper com a tradição alemã do período e fundar um novo paradigma literário.

REVISTA LANDA 2018/1

26/06/2018 15:18
Revista bilíngue, a Landa apresenta seu novo número com um dossiê intitulado “Afectos, redes y epistolarios”, organizado por Ana Peluffo (University of California, Davis, EUA) e Claudio Maíz (CONICET, UNCuyo, Mendoza, Argentina); uma seção resultante da chamada pública intitulada “Literatura, artes e erotismo”; e a já tradicional seção “Olhares” composta por uma homenagem ao recém-falecido filósofo italiano, Mario Perniola, de Juan Manuel Terenzi (UFSC), um texto de autoria de Perniola sobre o instigante tema do “between” e quatro ensaios de pesquisadores uruguaios e argentinos: Hebert Benítez Pezzolano (Universidad de la República, Uruguai) reflete sobre os escritos carcerários de Carlos Liscano e Ernesto González Bermejo; Luis Emilio Abraham (UNCuyo), sobre os zumbis no Poeta em Nova York de García Lorca; Juan Pablo Luppi (CONICET, UBA), sobre as professoras argentinas entre o lar e a escola; e Víctor Gustavo Zonana (CONICET, UNCuyo) sobre um relato de Antonio Di Benedetto.

XXVI Jornadas de Jovens Pesquisadores da Associação de Universidade Grupo Montevideo (AUGM)

12/06/2018 11:51
Este ano serão realizadas de 17 a 19 de outubro na Universidad Nacional de Cuyo – Mendoza, Argentina.

A UFSC disponibilizará auxílio financeiro para transporte, hospedagem e alimentação para 10 estudantes conforme consta no Edital anexo.

Os alunos interessados deverão entrar AQUI

Para mais informações ver página do evento ou  por e-mail: jornadas.augm@contato.ufsc.br

Edital-07-SINTER-2018-Jornadas-AUGM-1

Simpósio de Monstruosidades – Estética e Política

06/06/2018 15:25

Quinta-feira – 28 de junho de 2018.
Auditório Elke Hering. Biblioteca Universitária.
Universidade Federal de Santa Catarina.

O Simpósio de Monstruosidades – Estética e Política objetiva apresentar uma gama de trabalhos acadêmicos que problematizem o monstro na cultura ocidental nas mais variadas manifestações e lugares institucionais: quadrinhos, literatura, cinema, música, artes visuais, religião, saúde, política e ciência. Resultado de uma disciplina do Programa de Pós-graduação em Literatura da UFSC, ministrada por Marcio Markendorf e Daniel Serravalle de Sá, o simpósio terá uma abordagem multidisciplinar e inclusiva, demonstrando o quanto o monstro, percebido como o anormal, o freak, o queer, o outro, o diferente, torna-se elemento metafórico para a produção de preconceito, abjeção, marginalização e violência. Evento gratuito e aberto à comunidade. Número limitado de vagas – link para inscrição.

Página do evento no Facebook.

Programação Simpósio de Monstruosidades

MINICURSOS: Preenchimento da Plataforma Lattes – Nível I e II

05/06/2018 16:37

MINICURSO 24: Preenchimento da Plataforma Lattes – Nível I

Dia e Horário: 13/06/2018, das 14h às 18h

Local: 229 CCE/A

 

MINICURSO 23: PREENCHIMENTO DA PLATAFORMA LATTES – NÍVEL II

Dia e horário: 14/06, das 8h às 12h

Local: 252 CCE/A

Proponente: Profª Maria Lúcia de Barros Camargo

Ministrantes: Bruna Silva Fragoso, Fernanda Christmann

 

Este minicurso tem por objetivo a orientação inicial aos alunos de graduação e de pós-graduação no preenchimento da Plataforma Lattes, a fim de auxiliar nas possíveis dificuldades e dúvidas. Inicialmente será realizada uma contextualização da Plataforma Lattes, que é administrado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Em seguida, mostraremos como realizar o cadastramento na plataforma e a inserção dos dados. Os pontos tratados serão: dados gerais, formação, atuação, projetos, produções e eventos. Será abordado também as informações mais relevantes a serem inseridas na plataforma, bem como as oportunidades que a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) oferece aos estudantes. Atualmente, o Lattes é um requisito obrigatório para professores, alunos de pós-graduação e graduação que queiram estar na carreira acadêmica. O Lattes é utilizado em universidades públicas e privadas e pelos órgãos de fomento à pesquisa no país. A caracterização das informações, a sua abrangência e confiabilidade são primordiais para a concessão de financiamento e para a avaliação de docentes e discentes nas diferentes áreas.

Evento – Oco: o vazio que pulsa

22/05/2018 10:04

Georges Bataille já nos mostrou que toda produção traz em si um excedente que se caracteriza pelo dispêndio improdutivo. É a contra-cara da economia utilitarista que mascara e busca preencher uma espécie de vazio imanente. Maurice Blanchot, por sua vez, pensa, em 1968, O espaço literário como um “inefável lugar de origem de qualquer obra de arte”. Este, seria um espaço de “Geografia impossível, escuridão e nada”. Já em seu livro de 1977, Estâncias: a palavra e o fantasma na cultura ocidental, Giorgio Agamben se debruça sobre o tema do objeto ausente. Dentro das reflexões que empreende na obra, e partindo do conceito de imagem dialética cunhado por Walter Benjamin, Agamben pensa a ideia do emblema. O emblema, esse símbolo do puro deslocamento, seria o simulacro que faz girar em torno de si o vazio, gerando um procedimento de repetição que, por sua vez, retorna ao vazio.  O emblema é um espaço de deslocamento originário onde a semântica, à moda da metáfora, está sempre sujeita a uma alteração. Para Agamben, esta é uma tônica da possibilidade do pensamento: o fazer girar. O vazio aqui se apresenta justamente como aquilo que permite o movimento, trata-se de uma ausência como potência, ainda que seja uma “potência de não”. Tendo o vazio como espaço próprio à criação, ao pensamento e ao movimento, o Núcleo Oco de Pesquisa em Arte(s) convida para a participação no I Seminário OCO: O vazio que pulsa, cujo objetivo é estabelecer o diálogo an-autonômico entre os diversos campos do saber, como Literatura, Filosofia, Cinema, História, Artes, entre outros. O período de submissões de propostas de comunicação oral estará aberto até ­­­­01 de junho de 2018. O evento ocorrerá nos dias 20 e 21 de junho, na Sala Machado de Assis, prédio B do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. As propostas devem ser enviadas para o e-mail: seminario.oco@gmail.com, contendo nome, vínculo institucional, título do trabalho, resumo (entre 200 e 300 palavras) e palavras-chave.