Pós-Graduação em Literatura UFSC
  • Chamada do II Seminário Oco

    Como potência de uma força latente, prestes a irromper e renovar a vida, a primavera há muito provoca reflexões teóricas, alimenta metáforas, alegorias e lutas sangrentas de insurreição, como a Primavera de Praga, a Primavera Negra e a Primavera Árabe. A natureza, em seu ciclo de repetições diferidas, conserva sentidos abertos, estando presente de maneira cara a nós da Primavera de Botticelli (ou Alegoria da Primavera) ao cacto de Bandeira, em seu vigor irrefreável, em sua beleza violenta. A poeta Hilda Hilst cantou: “Ouço que é preciso esperar/ Uns nítidos dragões de primavera” para completar, tragicamente: “mas à minha porta eles viveram sempre”. Viveiros de Castro e Déborah Danowiski perguntam: “Há mundo porvir?”. Fazem isso sem deixar de atentar para urgências que vão muito além daquelas locais, espacial e temporalmente, colocando em questão a própria possibilidade de existência terrena, dada a sempre latente questão de o caráter “natural” do universo ser drasticamente alterado. Como pensar a perenidade de promessas primaveris diante das crescentes erosões e insensatas destruições características dos tempos que correm? Como restituir potência à vida latente de modo a tornar possível desabroches? Desabrochar, singular por natureza, torna-se plural pela estranha constelação que surge das múltiplas pontas que brotam, nos mais variados territórios, de maneira a caracterizar em conjunto uma estação primaveril: heterogênea, tornada una pela contraditória possibilidade da variação. Única estação feminina na língua portuguesa, a primavera cria uma fresta fértil de pensamento: espaço capaz de colocar em questão a solidez vertical do masculino, tornada instável pelas teimosas irrupções, abalos da tentativa de uma voz única. Se as flores, imagens primaveris por excelência, podem emprestar o significante para inalcançáveis purezas, primor e perfeição; não hesitam em deslocar-se por barrocos floreios, rompimentos juvenis, superfícies sensitivas. À flor da pele, anti-rosas radioativas, atômicas, desérticas e espinhosas podem minar ereções civilizatórias, podem esquivar-se das espadas ao mesmo tempo em que se deixam inclinar pelas brisas mais leves. Diante das urgências do presente, o Núcleo Oco de Artes convida para a participação no II Seminário OCO: ocas primaveras, com o objetivo de alimentar reflexões e diálogos formulados nos marcos dos campos das artes e das humanidades. O período de submissão de propostas de comunicação permanecerá aberto até 13 de agosto de 2019. O evento acontecerá no Auditório Elke Hering, Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina, nos dias 02, 03 e 04 de setembro de 2019. As propostas de comunicação devem ser enviadas para o e-mail seminario.oco@gmail.com, contendo nome completo, vínculo institucional, título, resumo expandido contendo bibliografia (até 1500 palavras) além de 3 a 5 palavras-chave.


  • Resultado das inscrições para Disciplina Isolada 2019.2

    Início do semestre  letivo: 12.08.2019

    Informações sobre as disciplinas – local, horário e ementas: Quadro de Horários e Ementas 2019.2 – Atentem para possíveis mudanças de local das disciplinas.

    As matrículas serão efetivadas pela Secretaria, com a necessidade de comparecimento do estudante para confirmação.

    Só serão efetivadas no máximo duas disciplinas por matrícula.

    RESULTADO


  • Lançamento Revista Landa 2019/1

    A Revista Landa, do Núcleo Onetti de Estudos Literários Latino-Americanos da UFSC– já está no ar:

    http://www.revistalanda.ufsc.br/vol-7-n2-2019/.

    Neste Número [Vol. 7 n°2 (2019)], Landa apresenta a chamada pública “A imagem autoritária”, com artigos em que se debate o caráter político das imagens. Partindo do pressuposto de que o discurso democrático pode e deve fazer sentido, mas justamente quando fala a um povo em seu devir, os autores Rodrigo Amboni, Erivoneide Barros, Ludymylla Maria Gomes de Lucena, Marina dos Santos Ferreira, Manuela Quadra de Medeiros, Luiza de Aguiar Borges, Fátima de Souza Moretti e Igor Gomes Farias, nos propõem reflexões em torno de propostas artísticas capazes de resistir às apropriações autoritárias. Propomos um debate que se demora na politização dos significantes montados, na própria montagem (de materiais, imagens, sons, palavras, tempos), e não apenas naquilo que as imagens convencionalmente representam.

    Já o dossiê especial “Circulações da teoria na América Latina” – organizado por Max Hidalgo Nácher – se aborda a disseminação das “filosofias da diferença” no Brasil e na Argentina. O dossiê se abre com um texto de Raul Antelo sobre Nietzsche ao ser aclimatado nesses páramos, seguido de Leyla-Perrone-Moisés a propósito do devir uruguaio do Conde de Lautréamont e dos distintos modos de censura que o ensaio Lautréamont austral, escrito em colaboração com Emir Rodríguez Monegal, sofreu em terras de França. Seguem-nos “Vallejo/Oswald: Trilce antropofágico” de Amálio Pinheiro, em montagem de leituras-escrituras que faz a poesia de um literalmente atravessar a do outro. Completam o dossiê textos de Hidalgo Nácher sobre Candido e Haroldo de Campos; Carlos Walker sobre o estruturalismo como moda na Argentina de fins dos anos 60; Analía Gerbaudo sobre a Beatriz Sarlo tradutora; Esther Pino Estivill sobre Barthes na Espanha; Laura Brandini sobre Barthes nos jornais brasileiros de hoje; e Jorge Wolff com relato sobre a trajetória da tese Telquelismos latino-americanos, dedicada à aclimatação do pensamento estruturalista e pós-estruturalista por estas landas nos anos 60 e 70.

    A secção Olhares, por sua vez, inclui o artigo “Entre la crisis del proyecto y el triunfo de la equivalencia general: políticas de la imagen y de su lectura”, em que Franca Maccioni trata de pensar a imagem “como un operador estético potente” a partir do pensamento de Nancy, Agamben e Rancière de modo que a relação literatura/política se coloca frontalmente contra o “automatismo do capital” e o “regime da representação”, conversando assim com a chamada pública desta edição, dedicada à “imagem autoritária”. O texto seguinte de Olhares coloca seu foco em outra questão fundamental dos dias de hoje, a das universidades públicas. Em “‘Hemos resuelto llamar a todas las cosas por el nombre que tienen’. Política da escrita na Reforma Universitária de Córdoba”, Artur Giorgi escreve “em termos estéticos” e como “acontecimento disruptivo” sobre a reforma que lançou as bases da universidade pública latino-americana há um século, relacionando-a com os enfrentamentos de 1968 e de 2018, isto é, da agoridade, em que se vêem ameaçadas. A seção Olhares fecha com “¿Por qué Brasil, qué Brasil? Derivas en torno a lo argentino-brasileño”, de Joaquín Correa, texto dedicado ao recente livro organizado por Roxana Patiño e Mario Cámara, ¿Por qué Brasil, qué Brasil? Recorridos críticos. La literatura y el arte brasileños desde Argentina (Villa María: Eduvim, 2017.

    Finalmente, Landa inaugura neste número uma nova seção, dedicada ao imaginário artístico e intitulada Vária Invenção (Suplemento de artes da Revista Landa). Na sua estréia, apresentamos a série Nós dois, juntos, de Artur de Vargas Giorgi, com texto de Ana Chiara.

    Agradecemos a divulgação da Revista.

    Boas leituras!

    Atenciosamente,

    A equipe editorial.


  • E-book: De todos os museus, o fogo

    A Representação Discente Nonada anuncia a publicação do E-book:

    De todos os museus, o fogo

    Os ensaios desse volume foram motivados pelo VII Seminário de Pesquisa da Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina, realizado entre os dias 3 a 5 de dezembro de 2019 nas dependências do Centro de Comunicação e Expressão.

    O E-book tem fins educacionais e distribuição gratuita. Nosso objetivo é a divulgação e circulação do conhecimento e da pesquisa acadêmica, buscando o desenvolvimento de um pensar crítico e criativo nos diversos âmbitos da sociedade.

    Agradecemos a colaboração e dedicação de todos os autores(as), organizadores(as), revisores(as) e diagramadora.

    Leiam, partilhem e divulguem o De todos os museus, o fogo

    Obrigado!
    Representação Discente Nonada

    E-book – De todos os musues, o fogo


  • Print: Edital Professor Visitante no Brasil – por 3 meses

    Edital PVB 2019 JAN-MARÇO 2020 – PRINT-CAPES-UFSC


  • Jornadas Internacionales de Posgrado de la Facultad de Filosofia y Letras

    Estão abertas até dia 15 de novembro inscrições de comunicações para as “Jornadas Internacionales de Posgrado de la Facultad de Filosofia y Letras”, evento organizado pelo prof. Claudio Maiz (UNCuyo – Argentina) a ser realizado entre 20 e 24 de abril de 2020, na cidade de Mendoza, Argentina.

    Mais informações em:  JORNADAS POSGRADO – Circular I


  • Evento Ocas Primaveras

    Diante das urgências do presente, o Núcleo Oco de Artes convida para a participação no II Seminário OCO: ocas primaveras, com o objetivo de alimentar reflexões e diálogos formulados nos marcos dos campos das artes e das humanidades. O período de submissão de propostas de comunicação permanecerá aberto até 13 de agosto de 2019. O evento acontecerá no Auditório Elke Hering, Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina, nos dias 02, 03 e 04 de setembro de 2019. As propostas de comunicação devem ser enviadas para o e-mail seminario.oco@gmail.com, contendo nome completo, vínculo institucional, título, resumo expandido contendo bibliografia (até 1500 palavras) além de 3 a 5 palavras-chave.

  • Aviso de cancelamento de disciplina

    O professor Pedro de Souza informa que, por razões de saúde, será obrigado a cancelar o oferecimento da disciplina PGL510170 Tópico Especial Subjetividade, Memória e História II Dessubjetivação marcadores na linguagem e na cultura que seria oferecida às quintas-feiras, das 13h30 às 16h30. A coordenação orienta que os/as estudantes matriculados na disciplina procurem a secretaria do programa no período de ajuste de matrícula (entre 19 e 23 de agosto) para eventuais matrículas em outras disciplinas.


  • Período de férias da Secretaria

    Tendo em vista as férias do único técnico administrativo do PPGLit, que se inicia em 19 de julho/19, com retorno no dia 05 de agosto/19, a secretaria ficará com atendimento da bolsista das 9h00 às 11h30 apenas para entrega de documentos. Demandas em caráter de urgência serão atendidas pela coordenação do programa, e deverão ser encaminhadas ao e-mail coordenacaoppglitufsc@gmail.com.

  • Evento “Vozes do Índico: diálogo entre diferentes artes” com Paulina Chiziane e Dionísio Bahule

    O evento é uma realização do Grupo de pesquisa Literalise e PET de Pedagogia e só se efetiva com o apoio da UFSC/UFF e Unipampa (Campus Jaguarão)  e vários PPG da UFSC (Programa de Pós-Graduação em Educação,Programa de Pós-Graduação em Literatura, Programa de Pós-Graduação em Estudos da TRadução, Programa de Pós-Graduação em Educação, Ciência e Tecnologia e dos Grupos Alteritas, Nuvic e do IEG.
    Dia 22 de julho das (9h às 19h) no Auditorio Henrique Fontes (CCE – Bloco B)