Teoria da Modernidade

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Parte-se da definição de modernidade, não exatamente como um conceito,
porém, como uma categoria narrativa, vale dizer que não é possível falar, a rigor, de
uma teoria da modernidade, mas de diversos relatos de modernidade. Baseados na
tradição de Foucault (ontologia de nós mesmos, ou seja, arqueologia da norma) e
Agamben (arqueologia da lei), o objetivo é situar a modernidade, enquanto
bioestética, como o campo de estudo dos processos de simbolização
contemporânea. Trata-se de processos que assinalam a passagem do orgânico ao
inorgânico, da obra ao texto e da ação à inoperância, tendo como eixo o trabalho
da imaginação e seus dispositivos, que é, por definição, singular–plural e se dirige,
portanto, a omnes et singulatim. Esse fato configura um cenário anautonômico, pósfundacional
ou pós-utópico, onde já não se debatem formas (ideais) mas forças (atuais).
Essas forças chamam–se imagens.