Lançamento do livro “Necroliteratura. Representações de violência na América Latina”
📌 Evento: lançamento do livro “Necroliteratura. Representações de violência na América Latina”
📅 Data: 17 de setembro de 2026
🕐 Horário: às 17h
🔑 Local: Livros & Livros (Centro de Cultura e Eventos da UFSC)
No dia 17 de setembro, quinta-feira, às 17h, haverá o lançamento do livro “Necroliteratura. Representações de violência na América Latina”, de Talita J. Rodrigues, na Livros & Livros, que fica localizada no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. A obra é fruto de uma pesquisa realizada pela autora em seu pós-doutorado junto ao PPGLit, com supervisão do Prof. Dr. Byron Vélez Escallón que assina o prefácio. Além dele, estará presente o professor Tiago Guilherme Pinheiro.
“Necroliteratura” propõe um conceito a partir do qual é possível aglutinar narrativas latino-americanas que, por um lado, figuram a violência extrema e os espectros da morte; e por outro, acenam para a ideia de necropolítica, entendendo a violência como produto de um contexto político e econômico. O livro propõe reflexões a respeito de representações contemporâneas da violência registrada em cenários urbanizados na América Latina a partir de 1990, além de traçar alguns caminhos interpretativos para tais narrativas. Publicado pela Ofícios Terrestres Edições, a obra tem 6 capítulos.
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Desde 2024, o Grupo de Estudos em Literatura e Modernidade (GELMo/UFSC) reúne estudantes com projetos de pesquisa em literatura e artes visuais dedicados à leitura crítica da modernidade. Embora muito heterogêneos, esses projetos convergem no rigoroso exame dos impasses do Ocidente moderno e suas narrativas legitimadoras, explorando as linhas de fuga que, entre a crítica e a criação, nos permitiriam imaginar, hoje, alternativas para a catástrofe conduzida pelo capitalismo planetário. Nesse sentido, o que mobiliza as pesquisas do Grupo é, de fato, uma exigência coletiva: trata-se da necessidade de reelaborar a ideia do porvir — ou seja, de abrir caminhos para outras formas de vida em comum, fora do capitalismo —, num contexto em que o futuro parece coincidir, cada vez mais, com a própria exaustão do mundo, a ser vivida como um presente sem termo.