[CHAMADA PARA ENVIO DE COMUNICAÇÃO] II Seminário Muitas Tempestades: a literatura e as artes no olho do redemunho

o Diabo na rua, no meio do redemunho
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Eu estou depois das tempestades.
Guimarães Rosa, in Grande Sertão: Veredas
Se Riobaldo, o jagunço metafísico de Guimarães Rosa, enxerga a figura do diabo em meio a um “redemunho”, vórtice da estória tempestuosa de uma história caótica e trágica, o que pode entrever um pesquisador das humanidades em meio às catástrofes do presente?
A segunda edição do Seminário Muitas Tempestades pretende abrir espaço para novas e plurais discussões a respeito da literatura e da arte em um contexto de crise e urgências próprias da contemporaneidade. Neste ano, o evento adota como tema o “redemunho”, neologismo oriundo da cultura popular incorporado por Guimarães Rosa, em primeiro lugar, com o intuito de fazer coro às comemorações que marcam os 70 anos de publicação de seu magnum opus, Grande Sertão: Veredas.
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Desde 2024, o Grupo de Estudos em Literatura e Modernidade (GELMo/UFSC) reúne estudantes com projetos de pesquisa em literatura e artes visuais dedicados à leitura crítica da modernidade. Embora muito heterogêneos, esses projetos convergem no rigoroso exame dos impasses do Ocidente moderno e suas narrativas legitimadoras, explorando as linhas de fuga que, entre a crítica e a criação, nos permitiriam imaginar, hoje, alternativas para a catástrofe conduzida pelo capitalismo planetário. Nesse sentido, o que mobiliza as pesquisas do Grupo é, de fato, uma exigência coletiva: trata-se da necessidade de reelaborar a ideia do porvir — ou seja, de abrir caminhos para outras formas de vida em comum, fora do capitalismo —, num contexto em que o futuro parece coincidir, cada vez mais, com a própria exaustão do mundo, a ser vivida como um presente sem termo.
A literatura é espaço de aprofundamento crítico sobre o mundo em que se insere e sobre os mundos que inventa nos romances, contos, poemas e dramas. Com a atenção voltada para os dilemas do presente, a literatura brasileira contemporânea dialoga com o mundo colocando uma lupa sobre seus problemas ou imaginando alternativas, atalhos e soluções enquanto provocativamente parece dar as costas à realidade circundante. O XII Simpósio sobre a Literatura Brasileira Contemporânea, que acontece na Universidade de Brasília entre os dias 28 de junho a 1º de julho de 2026, se propõe a discutir as crises do presente e da própria literatura a partir de textos contemporâneos, lidando com questões como a emergência climática, as crises migratórias, o desmonte dos direitos trabalhistas, os ataques à liberdade de expressão, o questionamento e o declínio dos valores democráticos e os impasses da leitura e do letramento literário
Suellen Cordovil, pós-doutoranda do PPGLit, sob supervisão de Marcio Markendorf, ministrará o minicurso NATUREZA MONSTRUOSA: CORPO, ECO-GÓTICO E TERROR NA AMAZÔNIA.
BRASIL GERSON: DOCE DE ABÓBRA DÁ CHUMBO PARA CANHÃO, novo livro de Raul Antelo, é lançado neste sábado
O Colóquio Teorias em Trânsito será realizado em Barcelona entre os dias 15 e 18 de junho de 2026 e faz parte do projeto Teorias em Trânsito: A transversalidade e a transhistoricidade da Teoria na América Latina, CNPq/Comunidade Europeia, Chamada Pública MCTI/CNPQ Nº 16/2024 – Faixa 1: Projeto em cooperação internacional, coordenado pela professora Susana Celia Leandro Scramim (PPGLit – UFSC).
O IV Seminário Memórias do Corpo convida pesquisadores/as, estudantes e demais interessados/as a participarem das atividades deste ano, dedicadas ao tema “Comunidades”. Em diálogo com debates contemporâneos sobre corpo, memória, pertencimento, identidades e formas de convivência, o evento reunirá mesas-redondas, conferências, sessões de comunicação e, nesta edição, um sociodrama como atividade especial da programação (com inscrição prévia e vagas limitadas).