Evento “I.A. Crítica?”
📌 Evento: I.A. CRÍTICA?
📅 Data: 15 de setembro de 2026
🕐 Horário: 09h às 17h
🔑 Local: Auditório Henrique Fontes (CCE – Bloco B – UFSC)

📌 Evento: I.A. CRÍTICA?
📅 Data: 15 de setembro de 2026
🕐 Horário: 09h às 17h
🔑 Local: Auditório Henrique Fontes (CCE – Bloco B – UFSC)


📌 Evento: I Simpósio ao contrário: pré-estórias
📅 Data: 29 de setembro a 01 de outubro de 2026 e 23 de outubro de 2026
🔑 Local: sala Drummond e Auditório Henrique Fontes (1º andar do Bloco B do CCE)
Fundado em 2024 na Universidade Federal de Santa Catarina, o ao contrário – laboratório experimental de estudos da literatura e seus avessos dedica-se a promover incursões especulativas às florestas – reais, imaginárias, de papel, de carne e osso, em forma de gente, bichos, espíritos, sujeitos escritos e inscritos, nomes e arcanos – que se abrem quando essa estranha instituição chamada literatura se desconstrói pela invasão bárbara de textos outros de sujeitos outros, alter-modernos, contra-modernos, que jamais foram modernos. Trata-se de nadar contra a corrente, no contrafluxo, a contra-rio, ao contrário, com e a partir desses outros, desses contrários à tradição moderna e ocidental, revirando a literatura e a história literária do avesso, e prestando atenção a isso que por muito tempo não foi considerado literário, os não-ditos, as entrelinhas do texto literário e sua história.
Essas incursões – nossas pesquisas – se materializam em grupos de debate, como o realizado em 2026.1, que começou com a leitura de Araweté: os deuses canibais e se encerrou com a d’Os imortais; em publicações, como nosso panfleto aperiódico avesso; e em eventos, como esse nosso primeiro simpósio. Nele, além de expormos as pesquisas dos integrantes do laboratório e lançarmos um ebook que sintetiza as atividades desses dois primeiros anos, cadernos de campo especulativo: primeiro tempo (2024-2026), receberemos dois convidados muito especiais: Eduardo Viveiros de Castro, que fará a conferência de abertura esboçando uma ontologia pré-figurativa e cuja importância é indiscutível, tanto para o pensamento em geral quanto para nosso núcleo em particular, tendo vindo de uma expressão sua (“identidade ao contrário”) o nome de nosso coletivo de pesquisa; e Paulliny Tort, que encerrará um evento, conversando conosco sobre seu romance, verdadeiro marco da literatura não só brasileira, que investiga a pré-história do gênero Homo, da espécie sapiens, da linguagem, do ritual, da figuração, da especulação, da arte, da literatura.
📌 Evento: Colóquio Os Nomes de Patrícia Galvão
📅 Data: 24 e 25 de agosto de 2026
🕐 Horário: 14h às 18h
🔑 Local: Sala Machado de Assis (4º andar do Bloco B do CCE)
Fruto de uma disciplina oferecida pelo professor Tiago Guilherme Pinheiro em 2026.1 no Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC, o colóquio propõe-se a percorrer alguns dos caminhos da vasta e múltipla produção reunida, metonimicamente, sob o nome de Patrícia Galvão. Já nessa formulação emerge um dos problemas centrais que acompanhará nossos percursos: o das atribuições. Ao considerar a multiplicidade de autorias como procedimento poético-político (e não jurídico-mercadológico), esse conjunto de textos tensiona, de modos diversos, estruturas materiais, históricas e simbólicas que, dissimuladas sob a aparência de transparência, atravessam e estruturam o campo discursivo denominado “literatura”.
📌 Evento: Conferência Roberto Bolaño e o triunfo de Dionísio
📅 Data: 06 de agosto de 2026
🕐 Horário: 14h
🔑 Local: Sala Drummond (1º andar do Bloco B do CCE)
Nesta palestra, propõe-se um percurso em torno do romance Los detectives salvajes (1998), de Roberto Bolaño, a partir de uma ideia que aparece em algumas das últimas intervenções públicas do escritor chileno, no começo dos anos 2000: a saber, a do “triunfo de Dionísio”. Procura-se interrogar de que maneira essa noção se articula nos termos de uma política literária que, por sua vez, já estaria em jogo no romance. Interessa mostrar como podemos lê-lo não só a partir do ponto de vista do naufrágio das utopias revolucionárias e artísticas do século XX, mas também como um modo de encarar seu próprio presente de enunciação, deslocando o problema da busca pela modernidade em direção a uma pergunta pelos modos de habitar o contemporâneo.

o Diabo na rua, no meio do redemunho
[…]
Eu estou depois das tempestades.
Guimarães Rosa, in Grande Sertão: Veredas
Se Riobaldo, o jagunço metafísico de Guimarães Rosa, enxerga a figura do diabo em meio a um “redemunho”, vórtice da estória tempestuosa de uma história caótica e trágica, o que pode entrever um pesquisador das humanidades em meio às catástrofes do presente?
A segunda edição do Seminário Muitas Tempestades pretende abrir espaço para novas e plurais discussões a respeito da literatura e da arte em um contexto de crise e urgências próprias da contemporaneidade. Neste ano, o evento adota como tema o “redemunho”, neologismo oriundo da cultura popular incorporado por Guimarães Rosa, em primeiro lugar, com o intuito de fazer coro às comemorações que marcam os 70 anos de publicação de seu magnum opus, Grande Sertão: Veredas.
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Desde 2024, o Grupo de Estudos em Literatura e Modernidade (GELMo/UFSC) reúne estudantes com projetos de pesquisa em literatura e artes visuais dedicados à leitura crítica da modernidade. Embora muito heterogêneos, esses projetos convergem no rigoroso exame dos impasses do Ocidente moderno e suas narrativas legitimadoras, explorando as linhas de fuga que, entre a crítica e a criação, nos permitiriam imaginar, hoje, alternativas para a catástrofe conduzida pelo capitalismo planetário. Nesse sentido, o que mobiliza as pesquisas do Grupo é, de fato, uma exigência coletiva: trata-se da necessidade de reelaborar a ideia do porvir — ou seja, de abrir caminhos para outras formas de vida em comum, fora do capitalismo —, num contexto em que o futuro parece coincidir, cada vez mais, com a própria exaustão do mundo, a ser vivida como um presente sem termo.
Buscando atender a essa difícil exigência, o GELMo abre o convite — este é o primeiro de cinco chamamentos que faremos — para seu seminário inaugural de pesquisa, intitulado Imaginar o impossível – sobre a modernidade e seus fins, que ocorrerá presencialmente nos dias 28, 29 e 30 de setembro, na sala Machado de Assis, localizada no quarto andar do Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC.
No 90° aniversário de Alejandra Pizarnik, o Núcleo Onetti de Estudos Literários Latino-Americanos e o Grupo de Estudos Teoria(s) da Modernidade da Universidade Federal de Santa Catarina propõe o Seminário Alejandra Pizarnik: 90 anos. Serão abordados três eixos em torno da poeta argentina, nascida em 1936 em Buenos Aires:
O poema, ainda.
Alejandra passa oito horas no Rio de Janeiro.
A tradutora e as traduções.
No primeiro deles será abordada a poética pizarnikeana, leitura presa durante muitos anos ao relato hagiográfico; no segundo, as relações possíveis da poeta argentina com o Brasil; e no terceiro, o trabalho com a tradução, tanto por ela feito como por outros sobre a obra dela. Esses eixos tentarão explorar caminhos poucos trilhados até agora, evidências da sobrevida de Alejandra Pizarnik, linhas de fuga de um fazer a poesia em aparência sempre póstumo.
Com um amplo espectro temático, admitindo também a transversalidade e a interdisciplinaridade, o evento acolhe propostas de estudantes e pesquisadores de todos os níveis interessados em interpelar modos e procedimentos da poesia e outras expressões artísticas considerando suas dimensões estéticas, culturais, políticas e/ou sociais.
O evento será realizado nos dias 15 e 16 de outubro de 2026, em modo híbrido, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE). As inscrições para comunicação individual estão abertas até o dia 15 de setembro e devem ser feitas pelo formulário, contendo nome, e-mail, instituição, resumo (máximo: 350 palavras) e três palavras-chave. O comitê organizador comunicará por e-mail quanto ao aceite ou rejeição depois do fim do prazo das inscrições. Ouvintes também poderão se inscrever. Todos os participantes receberão certificado.
Inscrições abertas no link, até dia 15 de setembro.
Dúvidas, mais informações: joaquin.emanuel@ufsc.br
Suellen Cordovil, pós-doutoranda do PPGLit, sob supervisão de Marcio Markendorf, ministrará o minicurso NATUREZA MONSTRUOSA: CORPO, ECO-GÓTICO E TERROR NA AMAZÔNIA.
O minicurso aborda as relações entre corpo, natureza, monstruosidade e horror a partir das perspectivas do Eco-Gótico. Tomando a Amazônia como espaço de análise, serão discutidas representações literárias, audiovisuais e culturais que transformam a floresta em território de tensão e resistência. A proposta dialoga com questões ambientais, cosmologias amazônicas e debates sobre colonialismo, memória e imaginários do medo.
Carga horária: 4 horas
Público-alvo: estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores(as), professores(as) e interessados(as) em literatura, cultura, meio ambiente e estudos do horror.
Data: 15/06/2026
Horário: 14h às 18h
Local: sala HASSIS/CCE/B
Inscrições de 9 a 12 de junho, pelo e-mail: suellen@unifesspa.edu.br
BRASIL GERSON: DOCE DE ABÓBRA DÁ CHUMBO PARA CANHÃO, novo livro de Raul Antelo, é lançado neste sábado
Biografema sobre modernista catarinense será lançado pela Moita Editora em evento no Museu da Escola
No dia 13 de junho às 15h, no Museu da Escola em Florianópolis, a Moita Editora celebra o lançamento do seu primeiro título, fruto da pesquisa sensível e rigorosa de um dos mais importantes críticos e intelectuais latino-americanos, agora voltado à vida e aos rastros de Brasil Gerson.
O evento será composto por uma mesa-redonda sobre a vida de Brasil Gerson e a pesquisa que originou o livro, seguida por uma sessão de autógrafos. O debate será entre Raul Antelo e Rosângela Cherem — Doutora em História pela USP (1998), Doutora em Literatura pela UFSC (2006) e professora aposentada como Titular de História e Teoria da Arte na UDESC (CEART), com pesquisas e publicações sobre História das Sensibilidades e Percepções Modernas e Contemporâneas.
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O Colóquio Teorias em Trânsito será realizado em Barcelona entre os dias 15 e 18 de junho de 2026 e faz parte do projeto Teorias em Trânsito: A transversalidade e a transhistoricidade da Teoria na América Latina, CNPq/Comunidade Europeia, Chamada Pública MCTI/CNPQ Nº 16/2024 – Faixa 1: Projeto em cooperação internacional, coordenado pela professora Susana Celia Leandro Scramim (PPGLit – UFSC).
O professor Jorge Hoffmann Wolff (PPGLit -UFSC) ministrará um minicurso no âmbito do Colóquio. A programação completa pode ser acessada aqui.