Livro: Resíduos do humano



O NEEDRAM – Núcleo de Estudos em Encenação Teatral e Escrita Dramática, junto ao PPGLIT/CCE/UFSC, tem o orgulho de anunciar o IV SBEDR – SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ESCRITA DRAMÁTICA: REFLEXÃO E PRÁTICA, contemplado com o Edital de Apoio às Culturas do Fundo Municipal de Cultura de Florianópolis e que acontece na UFSC, de 24 a 26 de Junho de 2019.
Repetindo o sucesso das três primeiras edições – 2015, 2016 e 2018 – a programação contempla diferentes públicos, promovendo e valorizando a arte e a teoria da Escrita Dramática. Na sessão de debates, convidados irão discutir a situação e os rumos da Escrita Dramática na academia, nos processos teatrais, em publicações e na cena. Nas Grandes Aulas, palestrantes irão apresentar a obra de relevantes autores dramáticos. Na sessão de Comunicações, professores e estudantes mostrarão pesquisas acadêmicas com foco na teoria e na prática do tema do seminário. E por fim, um concurso de Escrita Dramática, intitulado ‘Mercado de Peças’ irá selecionar um texto teatral de um autor brasileiro contemporâneo, que será apresentado sob forma de leitura dramática.
Convidamos os interessados na submissão de comunicações ou textos teatrais e na participação do evento a visitarem o site www.1sbedr.wix.com/1sbedr para verificação das normas de envio, prazos e outras informações pertinentes.

O livro ilustrado “Juan Darién”, um conto do autor uruguaio Horacio Quiroga, traduzido por Byron Vélez Escallón, será lançado dia 22 de maio, quarta-feira, às 17 h, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Publicado pela Editora Micronotas, o livro — que tem 80 páginas e capa dura — terá distribuição gratuita e tiragem de 500 exemplares. O conto foi ilustrado pela joinvilense Michelli Catarina. O lançamento, que ocorre na UFSC com apoio do Núcleo Onetti de Estudos Literários Latinoamericanos, será realizado no Centro de Comunicação e Expressão (CCE), Bloco B, sala Hassis.
Sobre o livro
Mestre do conto, Horacio Quiroga (1878-1937) nasceu no Uruguai e passou a vida adulta na Argentina. No “Decálogo do perfeito contista”, dizia: “Não pense nos amigos ao escrever, nem na impressão que causará a história. Escreva como se o relato não interessasse a mais ninguém senão ao pequeno mundo dos personagens, dos quais poderias ter sido um. Não há outro modo de dar vida ao conto.”
Publicado originalmente em La Nación (Buenos Aires, 1920), “Juan Darién” integrou o volume de contos “El desierto“, editado em Buenos Aires pela Babel em 1924. “Espero que este trabalho de tradução faça jus ao belo conto ‘Juan Darién’ e que aproxime o leitor, a partir das suas próprias questões existenciais e literárias, da escrita de Horacio Quiroga”, diz o tradutor Escallón, professor de Literatura Hispano-americana do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras da UFSC.
Bibliotecas públicas ou comunitárias que desejarem receber gratuitamente um exemplar do livro podem fazer a solicitação até o dia 30 de maio pelo e-mail
, informando um nome e endereço completo.
Mais informações pelo e-mail
ou telefone (47) 99176-0080.
“Monstruosidades: estética e política” é um volume resultante de debates de pesquisadores e estudantes de pós-graduação, mestrandos e doutorandos, acerca de várias posições para enquadramento do monstro.
Material derivado da disciplina PGL510103-41000137DO/ME (20181) – Estudos da Monstruosidade: estética e política, oferecida por Daniel Serravalle de Sá e Marcio Markendorf, o e-book conta com um conselho editorial formado por professores de instituições nacionais e internacionais.
Agradecimentos especiais vão para o trabalho de revisão de Gisele Tyba Mayrink Orgado e para o projeto gráfico de Ane Girondi.
O livro tem fins educacionais e distribuição gratuita. O objetivo é a democratização da informação, do conhecimento e da cultura, condições que cumprem o compromisso da universidade com a pesquisa, o ensino e a extensão.
O arquivo encontra-se hospedado permanentemente no Repositório da UFSC: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/195183
IMPORTANTE: A primeira etapa do edital diz respeito a professores visitantes no período de 01/06 a 31/09/2019.

Edital PVB 2019 PRINT-CAPES-UFSC
Formulário de Inscrição – Professor Visitante no Brasil – CAPES PRINT
Curso: Visibilidade: as ondas concêntricas –entre escrita e imagem
Periodo: 6 a 10 de maio
Local: Sala Machado de Assis – CCE
Horário: 9h-12h
Inscrições:
Alunos matriculados em 2019/1 (regulares e isolada) no PPGLit-UFSC: diretamente na Secretaria até 06/05 – [Informar nome completo e código da disciplina]
Inscrição como matrícula em Disciplina Isolada: dia 06/05 (Instruções em: Disciplina Isolada)
Breve Resumo:
Disciplina: PGL 510105 Tópico especial Literaturas – Visibilidade as ondas concêntricas; entre escrita e imagem – Profª Aurora Conde Muñoz (2 créditos)
As 5 aulas abordarão novas formas de interação a imagem (plástica, cinematográfica, fotográfica) estabelece com a literatura. A grande mudança que escritura e arte enfrentaram no tocante à dúvida relativa ao real e à indefinição referencial. Serão abordados alguns textos específicos em que a coincidência entre artes visuais e literatura (relação escrita/imagem) deixou rastros particularmente marcantes, contribuindo para uma radical renovação de conteúdos e temáticas.

Jornada Literatura arte e pensamento italiano: relações com o fora
Sala Machado de Assis – CCE
14h- Apresentação do Projeto Escola de Altos Estudos – CAPES

15h – Mesa- redonda: Outras margens e atravessamentos
Resumo: Na tela apresentada no MASC por Fernando Lindote, em razão do 6º Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas 2017-2018, intitulada DO QUE É IMPOSSÍVEL CONTER, DEPOISANTES (óleo sobre tela, 2018, 200 x 300 cm), há uma questão temporal que permite estabelecer uma relação com a noção de
contemporâneo em Giorgio Agamben que pode ser assim formulada: do que falamos qdo dizemos arte contemporânea?
Resumo: Há muito já dito do que de Giorgio Agamben remete a Michel Foucault. Sobretudo entre os especialistas do filósofo italiano , busca-se nos conceitos, tais como dispositivo, subjetivação, dessubjetivação, entre outros, as marcas advindas do filósofo francês. Não quero aqui reinventar esta ciranda. Nem tampouco entrar nela. Pensando um tanto de fora, quero modestamente considerar um vínculo , a meu ver, marginal, para discorrer acerca do que no pensamento de Giorgio Agamben espelha ou refrata o de Michel Foucault. Contendando-me em permanecer à margem desta brincadeira de roda pensante, apego-me a Emile Benveniste, com a alegria de quem encontra sua menina dos olhos brilhando no trânsito que leva de Agamben a Foucault . Meu ponto de partida é considerar que foi Giorgio Agamben o primeiro a vislumbrar o parentesco entre o que diz o linguista francês Emile Benveniste sobre o sujeito que só se faz na e pela linguagem. Pretendo que o resultado desta breve preleção seja o de mostrar como Agamben elucida o que em Foucault apenas aprece como alusão, ou seja, a dizer, do que resta do sujeito como ato na exterioridade da linguagem e do discurso.
16h -Encerramento
Resumo: A falta de mediação de um Estado unitário produz, na tradição italiana, a figura de pensadores e artistas em tensão com o poder político local, de Dante e Maquiavel ou Galiléu e Campanella, até Gramsci e Gentile ou mesmo Pasolini. O pensamento italiano não é um pensamento do poder mas da resistência, o que supõe uma certa desterritorialização (Agamben, um filosofo francês que escreve em italiano?). Além das dicotomias já analisadas por Roberto Esposito, comune / immune, conflitto / neutralizazzione, potenza / potere, minha especulação tomará como objeto a reflexão de Luciano Anceschi (1911-1995), de profunda marca em Nanni Balestrini, Edoardo Sanguineti ou Giorgio Manganelli, através de sua revista, Il Verri. A partir de Anceschi, tentarei mostrar a marca em um filósofo e um escritor. O filósofo é Enzo Melandri, responsável por uma deconstrução da metafísica e do cristianismo, não muito distante aliás do esforço teórico de Jacques Derrida ou Jean-Luc Nancy, em que a relação entre o homem e o mundo, a tal prosa do mundo perseguida por Foucault, permanece indecidível, não-unívoca e só se manifesta através dos gêneros literários, que dela dão testemunho mas traçam, simultâneamente, o limite de uma tal experiência. O escritor é J. R. Wilcock, quem, em textos esparsos dos anos 50, pensa o centro (Paris) a partir das margens (a Roma seiscentista) produzindo uma elipse barroca, em que “l´Europa, che colonizzava le Indie, era a sua volta colonizzata da loro…”, ou seja, produzindo o curioso conúbio de Le nozze di Hitler e Maria Antonieta nell’inferno.
Para maiores informações, acesse os links abaixo: