Pós-Graduação em Literatura UFSC
  • [Representação Discente] Nota de balanço do questionário aos discentes do PPGLit

     

    Prezades colegas do PPGLit,

    A representação discente apresenta um balanço do questionário que fizemos para os discentes do Programa, visando a conhecermos, minimamente, as suas condições neste momento de pandemia. Procuramos, por esse meio, fundamentos para os debates acerca do andamento de nossas atividades acadêmicas, principalmente no que diz respeito a uma eventual implementação emergencial de atividades pedagógicas não presenciais, implementação que, como sabemos, vem sendo considerada pelos órgãos administrativos da UFSC. Fez-se necessário, portanto, perguntarmos aos colegas se esta alternativa lhes é válida e mesmo possível. Entre os dias 12/05 e 02/06, 111 discentes responderam. Ressalte-se que essa iniciativa partiu de nós, representação discente, gestão “Kamiquase”, e foi enviada a todos pela secretaria do programa no e-mail com o assunto [De: Representação discente]Mapeamento dos discentes PPGLit.

    A respeito dos dados das respostas objetivas (cujos gráficos copiamos abaixo), é notável que, instados a responder sobre a validade ou não de encontros virtuais a fim de dar prosseguimento ao calendário 2020.1, a maior parte das respostas foi positiva (55% = 61 discentes). Porém, enquanto 88,3% (98 discentes) disse ter infraestrutura técnica para a realização dessas atividades, uma expressiva porcentagem (11,7% = 13 discentes) disse não dispor dela. Salientamos também que 28,8% (23 discentes) respondeu que não possui um ambiente doméstico adequado para a realização desse tipo de atividade. E quanto à proposta feita pelo Fórum das pós-graduações em Letras do CCE, de realização dos dois semestres em concomitância, a maioria não concordou (51,4% = 55 discentes). A última questão se refere àqueles que não têm bolsa. Somente 46 discentes responderam e, dentre eles, 60,9% (28 discentes) disseram não ter condições de manter aulas mesmo que à distância. Abaixo, os gráficos:

    É importante notar o fato de o questionário haver sido respondido por apenas 111 discentes, dos 190 matriculados no Programa (cf. quantitativos do site da secretaria). Isto nos leva a pensar que, entre os 79 discentes que não responderam, talvez haja casos de falta de condições materiais para tal (por exemplo: problemas de conexão à internet, sobrecarga de trabalho e falta de tempo) ou mesmo de condições psicológicas. Aliás, no que toca à saúde psíquica dos nossos colegas em meio ao desastroso cenário atual, o questionário não indagou diretamente pelo aspecto emocional/afetivo dos discentes durante a pandemia, aspecto fundamental para qualquer atividade, porém extremamente difícil de ser examinado por este meio. Deixamos, porém, um campo aberto para que os discentes se expressassem livremente e, aí, apareceram falas que, confrontadas com os números dos gráficos, possibilitam reflexões mais complexas.

    Por exemplo, exatamente em relação à saúde psíquica, pode-se ressaltar entre os comentários, por parte de alguns discentes, o entendimento de que a pandemia não prejudicou o trabalho acadêmico de modo isolado, mas em conjunto com outros aspectos da vida. Por um lado, o contexto do surto pandêmico diminuiu as chances de conseguir emprego. Por outro, aqueles que o têm, trabalham mais para garanti-lo, aumentando exaustivamente as tarefas no infelizmente famoso “home office”, o que deriva em esgotamento mental e, consequentemente, em baixa produtividade acadêmica.

    Os relatos que demonstram essa implicação mútua entre condição material e saúde psíquica, que se reflete no trabalho acadêmico, ajudam-nos a entender por que a grande maioria dos estudantes sem bolsa do Programa afirmaram não se ver em condições de manter atividades letivas, mesmo que à distância. E, acerca deste dado dos não bolsistas e para além dos relatos registrados, podemos também especular, por exemplo, que, com o RU fechado, aumenta o gasto com alimentação, o que provavelmente resulta em aumento da carga de trabalho necessária para suprir tal gasto. A essa acrescida carga de trabalho pelo dinheiro, somam-se tarefas que antes eram socializadas, como precisamente a do RU, e, ainda, os cuidados domésticos contra o vírus. Em suma, para além da demanda acadêmica não remunerada somada ao trabalho para o sustento (o que já é alta carga de energia dispendida), com a pandemia surgem outras demandas, dificultando muito ou mesmo inviabilizando a participação destes colegas em aulas.

    Sobre a dificuldade desta participação atualmente, podemos supor que ela não se restrinja aos não bolsistas, considerando por exemplo o relato de um discente sobre estudantes que tiveram que viajar para as suas cidades natais para auxiliar seus familiares, cuidando dos pais, dos sobrinhos, da casa. Como esses estudantes irão participar de atividades remotas, sejam elas em horários específicos ou não? – pergunta o discente. Ou seja, tendo em vista que no momento todo o conjunto de atividades dos estudantes está afetado, o retorno às atividades letivas de modo remoto não implicaria apenas a necessidade de a UFSC prover a infraestrutura técnica para tal, mas também a atenção a outras questões ainda mais complexas.

    Provimento de infraestrutura que, aliás, foi nos comentários livres largamente apontado como condicionante para tais atividades, no caso de virem a ser implementadas. Percebemos uma grande preocupação da maioria dos discentes com xs colegas e a afirmação da necessidade de que todos, sem exceção, tenham qualidade no acesso aos conteúdos, cabendo ao Programa e à Universidade investigar e disponibilizar, aos que necessitam, todo o apoio necessário, além de computadores e internet com pacote de dados suficiente. Ainda quanto a este aspecto técnico, muitos ponderaram que, embora possuam alguma infraestrutura para as atividades remotas, ela não é adequada, uma vez que, por exemplo, a internet é compartilhada com outros membros e residências, o que leva à oscilação do sinal. Mas não é apenas este aspecto que preocupa os discentes em relação a essa possível transformação em suas atividades letivas. Houve quem notou que a riqueza da Pós estaria em parte nas discussões dos encontros presenciais, o que se perderia. E, mesmo entre aqueles que aceitariam as eventuais atividades à distância, há, majoritariamente, a ressalva de que estas não podem ser implementadas apressadamente, considerando: o devido período de capacitação dos professores e estudantes para tal; o período de reajuste didático; e o debate amplo com todos os interessados, de modo que todos tenham as mesmas condições de acesso ao ensino que lhes é devido.

    Registramos com ênfase esta manifestação de solidariedade por parte da maioria de nossos colegas, muito embora também seja verdade que alguns discentes defenderam incondicionalmente a implementação das atividades remotas, vendo nelas a alternativa talvez necessária para minimizar as perdas acadêmicas durante esse período sem parâmetro histórico recente, mas sem expressar preocupação com as possíveis situações de dificuldade em que seus colegas talvez se encontrem, justamente neste momento de aguda crise global.

    Em relação à proposta de realização concomitante dos semestres 2020.1 e 2020.2, os números expressaram o desacordo majoritário dos discentes do Programa. Nos comentários abertos, os argumentos contra tal proposta se resumem aos prejuízos pedagógicos que dela derivariam, seja pelo excesso de leituras sem o devido tempo para a reflexão, seja pela sobrecarga tanto aos docentes quanto aos discentes, entre os quais, como já sublinhado, muitos acumulam outro trabalho ao acadêmico.

    Há que se notar ainda que, para além do prejuízo nas atividades letivas, os comentários apontam o fato de que a pandemia afeta a pesquisa dos pós-graduandos de um modo mais amplo, tendo em vista: o fechamento de bibliotecas, museus e outras instituições que possibilitam a investigação, prejuízo ao que a falta de dinheiro novamente se soma, por impossibilitar a compra dos materiais necessários; a suspensão dos eventos acadêmicos; a atenção ao trabalho prejudicada pelo isolamento doméstico com familiares e às vezes com crianças, que têm as suas mais diversas demandas.

    Foram várias as sugestões de enfrentamento às dificuldades por que passamos, nós pós-graduandos, neste momento. Desde modelos para atividades letivas remotas até a suspensão ou cancelamento do semestre 2020.1. No meio dessas alternativas aparecem, também, as condicionantes para a eventual implementação das atividades à distância, como já fora apontado; a sugestão de remanejamento do semestre 2020.1 para o semestre seguinte ou mesmo de 2020 para 2021; e a sugestão de prorrogação, pelo tempo de duração da pandemia, de todos os prazos acadêmicos, inclusive o de conclusão de curso, considerando os já mencionados prejuízos a todo o conjunto de atividades dos pós-graduandos.

    Quanto à contraposição entre a implementação das atividades remotas e o cancelamento do semestre, vale sublinhar dois pontos que foram levantados nos comentários. O primeiro é a preocupação de que, na atual conjuntura nacional, ao aceitarmos as aulas remotas, mesmo que seja como medida emergencial e mesmo que garantindo o acesso a todos, possamos contribuir para o fortalecimento do discurso pela EAD, para a implementação deste método de ensino como regra e, consequentemente, para o sucateamento da Universidade Pública. O segundo ponto se refere à necessidade de sabermos o que está em jogo no cancelamento do semestre, como isso afetaria os colegas e todos os membros do corpo acadêmico. De fato, a Representação discente entende que a Reitoria da UFSC ainda não informou à comunidade, detalhadamente e com os devidos fundamentos legais, como é necessário, quais as efetivas consequências de um eventual cancelamento ou uma suspensão do semestre. Solicitamos, portanto, à Coordenação do PPGLit e à APG que exijam enfaticamente, da Reitoria, uma resposta adequada e amplamente divulgada, sem a qual todo o debate acerca do andamento das atividades da UFSC fica prejudicado.

    Por fim, manifestamos nossa preocupação com relação ao mapeamento proposto pela Câmara de Pós-Graduação (CPG), que ofereceu um instrumento insuficiente para mapear os discentes. Fica claro que existe uma movimentação na UFSC com o intuito de “enfiar goela abaixo” o ensino remoto, ignorando as questões que vêm sendo discutidas. Posicionamo-nos vivamente contra esse tipo de imposição e faremos o possível para fazer valer o princípio da equidade no acesso e permanência na nossa universidade.

    Estamos juntos nessa luta!

    KAMIQUASE
    Representação discente do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGLit/UFSC)


  • Convocação para eleições da coordenação do programa

    O Diretor do Centro de Comunicação e Expressão, Arnoldo Debatin Neto, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais,  CONVOCA:
    Art. 1. Os servidores docentes credenciados no Programa de Pós-Graduação em Literatura para elegerem o Coordenador(a) e o(a) Subcoordenador(a) do Programa de Pós-Graduação em Literatura, para mandato de três anos a contar de 16 de junho de 2020, de acordo com o Estatuto e Regimento Geral da UFSC, na data, horário e
    local abaixo discriminado:

    Data: 15 de junho de 2020 (segunda-feira)
    Horário: das 09h00 às 17 h00
    Local: Sistema de Votação On-line pelo e-Democracia

    Art. 2 As inscrições dos candidatos deverão ser realizadas por e-mail a ppglitufsc@gmail.com até o dia 09 de junho de 2020, às 16h.

     

    Conferir o documento original aqui.


  • Edital Emergencial SESC Convida!

    Neste novo cenário de pandemia e isolamento social, o Sesc mantém a sua atuação no fomento e na difusão da arte e da cultura, que mais do que nunca se mostram essenciais ao bem-estar e à qualidade de vida das pessoas.
    Uma diversificada programação de arte educação, artes cênicas, artes visuais, audiovisual, biblioteca/literatura, música e patrimônio cultural com apresentações, oficinas, debates e podcasts estará disponível nas redes sociais do Sesc e nesta plataforma. No repertório, toda a riqueza das manifestações culturais das mais variadas regiões do Brasil. Convidamos artistas, pesquisadores, educadores, mestres de tradição e demais integrantes do sistema produtivo da cultura de todo o país a participarem desta chamada pública, que selecionará até 470 produções. Inscrições de 3 a 7 de junho de 2020.

    Mais informações: http://www.sesc.com.br/portal/site/convida/


  • Atividades continuam suspensas até 30 de junho

    A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta sexta-feira, 29 de maio,  uma nova prorrogação da suspensão de atividades de ensino e trabalho administrativo. A Portaria Normativa nº 364/2020/GR prorroga por tempo indeterminado a suspensão das atividades, mas estipula um prazo máximo de 30 dias para decisões sobre a continuidade do semestre e redimensionamento de atividades.

    “Nossa intenção é seguir os decretos estaduais e federais, por isso a prorrogação por prazo indeterminado”, explica o reitor Ubaldo Cesar Balthazar. “No entanto, temos urgência nas decisões sobre o calendário acadêmico, nossa comunidade espera respostas, e por isso, o prazo máximo de 30 de junho para termos definições no Conselho Universitário, e eu espero que essas decisões cheguem antes desse prazo”.

    O prazo inclui a conclusão de diagnósticos, coleta de informações e produção de indicadores, que apontem condições plenas de oferta de alternativas a atividades de ensino, em todos os níveis e modalidades, em todas as unidades da UFSC, ouvidos os Comitês e Subcomitês, com produção de normativa a ser apreciada pelas instâncias correspondentes e aprovada pelo Conselho Universitário, até 30 de junho.

    Segundo a portaria, estão suspensas por prazo indeterminado, as atividades de ensino em todos os níveis e modalidades, exceto as atividades de ensino já realizadas integralmente a distância (cursos 100% EaD). Estão suspensas também qualquer atividade acadêmica presencial, como bancas, concursos, reuniões, entre outras, além do expediente presencial nas atividades técnicas e administrativas em todas as unidades da UFSC, exceto nos setores de saúde, segurança e nas situações de caráter inadiável e essencial.

    Disponível em: https://noticias.ufsc.br/2020/05/ufsc-segue-com-atividades-suspensas-estipula-prazo-para-tomada-de-decisoes/


  • Prorrogação Chamada Revista Landa 2020/2

    Prazo para envio dos trabalhos: 30 de agosto de 2020

    Alegria, alegria: ainda a prova dos nove?

    Arde, arde, América Latina. E, mais uma vez, arde como imagem ausente, como colapso de projeto e como projeção do colapso. Num momento em que a lógica do desenvolvimento se mostra, novamente, como imposição e perpetuação de uma violência histórica insuportável, isto é, no momento em que a exceção torna-se o modo mais ordinário do exercício do poder e a democracia se configura como o seu semblante; neste momento, pensar criticamente o que seria um espaço próprio, um espaço latino-americano para além dos fatalismos sempre cômodos da melancolia, torna-se uma das tarefas mais urgentes. Pensar a alegria, portanto, como um princípio de montagem de “cenas” de vida ou de sobrevivência que, situadas na América Latina, ganharam a potência de acontecimentos disruptivos que nos permitiram, muitas vezes, visibilizar a potência e a resistência para além dos fracassos, das mazelas e dos principismos. Em questão estão os modos como o “estético” sempre foi política do sensível, política de vida.

    Em torno dessas cenas da alegria de uma vida estética – Alegria, Antropofagia, Aletria – pode ser montada uma imagem limite da América Latina. Se a permanência da barbárie parece se configurar como uma espécie de projeto, a sua crítica e a rejeição da impotência a que parece nos condenar caracterizam-se como um gesto a contrapelo, de extrema urgência, que por sua vez só pode produzir efeitos se articulado com as sobrevivências e os sobreviventes.

    Por que dançam os que dançam? E para que dançam? Por que preferem não preferir não? Em que momentos a resistência latino-americana ganhou a dignidade de uma festa? A arte/a literatura já foram cenários dessa alegria? Foram lugares de afeto? Como mapear esses momentos? Com que instrumentos? Com que propósitos?

    Ainda e em mais direta referência à “América Latíndia” na tradição da Antropofagia Brasileira de Letras: se a alegria é prova dos nove, como o será “Alegria, Alegria” (a canção), ainda seria possível contrapor a “alegria da senzala” à “tristeza das missões”, cujo avatar, a “estética do frio”, igualmente se contraporia a ela?

    É a partir dessas perguntas que a revista Landa abre sua chamada para trabalhos que abordem momentos e cenas dessa “prova dos nove” nas artes e na literatura das américas latíndias do mundo.

    Trabalhos que não respeitem as normas editoriais não serão aceitos. As normas podem ser consultadas em: http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html

    Os originais deverão ser enviados por correio eletrônico ao endereço: revistalanda@gmail.com


  • Edital para bolsas PRINT

    A Pró-Reitoria de Pós-graduação (PROPG) da UFSC reativou os editais CAPES PRINT. O Programa de Pós-graduação em Literatura participa com o projeto Línguas, Literaturas e Práticas Culturais.

     

    Estão disponíveis os seguintes documentos para consulta:

    EDITAL SANDUÍCHE 2020 – EDITAL-RETIFICADO-COVID-19-1-DSE-2020
    ANEXO XXX – Formulário de Inscrição
    Edital – Cadastro de Reserva – PROPG
    Comissão-de-Seleção-PRINT-PPGLIN
    Inscrições Homologadas

    EDITAL VISITANTE NO BRASIL-PVB-2020-Retificado-COVID-19
    ANEXO XXX – Formulário de Inscrição | Aplication Form
    Comissão-de-Seleção-PRINT-PPGLIN
    Inscrições Homologadas

    EDITAL VISITANTE SENIOR-PVE-2020-RETIFICADO-COVID-19
    ANEXO XXX – Formulário de Inscrição
    Comissão-de-Seleção-PRINT-PPGLIN
    HOMOLOGAÇÕES – PVE
    RESULTADO FINAL

    Consultar os arquivos diretamente em: https://ppglin.posgrad.ufsc.br/editais/ ou https://propg.ufsc.br/cin/print/editais-print/

    Não deixem de consultar também a retificação: http://poslinguistica.paginas.ufsc.br/files/2019/03/RETIFICA%C3%87%C3%83O-N%C2%BA2-EDITAIS-2020.pdf

     

     
     

     


  • Administração Central publica nota sobre atividades de ensino de Pós-Graduação

    O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Ubaldo Cesar Balthazar e a pró-reitora de Pós-Graduação, Cristiane Derani, divulgaram nota oficial acerca das atividades de ensino da pós-graduação na Universidade.

    Confira, abaixo, na íntegra:

     

    Nota à Comunidade Universitária

    O Reitor, Ubaldo Cesar Balthazar, e a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Cristiane Derani, esclarecem que, com relação à deliberação da Câmara de Pós-Graduação (CPG), aprovada nesta quarta-feira, 27 de maio, não há nenhuma decisão de retorno imediato às atividades de ensino nos Programas de Pós-Graduação da UFSC. Foi aprovada a possibilidade de utilização de ensino remoto em consonância com as futuras decisões da Administração Central.

    Destacam ainda, que há uma Portaria Normativa vigente até 31 de maio, que suspende todas as atividades de ensino, em todos os níveis e modalidades, em virtude da pandemia de Covid-19. Atualmente está em pleno funcionamento, na UFSC, um modelo de governança, formado por subcomitês, para avaliar, planejar e propor alternativas a todas as atividades – administrativas e acadêmicas – da Universidade neste momento crítico.

    Portanto, foi aprovado na CPG um instrumento de identificação das condições de oferta e demanda de acesso a estudantes e docentes, além da possibilidade de “uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para a realização de atividades de ensino remoto na pós-graduação stricto sensu, durante o período de suspensão das atividades presenciais na UFSC, em virtude da pandemia de Covid-19″.

    Antes de publicar essa Resolução, o documento será apresentado para avaliação de subcomitês e sua aplicação efetiva dependerá, ainda, da Portaria Normativa do Reitor, a ser publicada nesta sexta-feira.

    Por fim, alertamos toda a comunidade que a UFSC não admitirá notícias levianas e irresponsáveis que imputem à instituição qualquer decisão precipitada.

    Ubaldo Cesar Balthazar
    Reitor da UFSC

    Cristiane Derani
    Pró-Reitora de Pós-Graduação da UFSC

    Matéria completa em: https://noticias.ufsc.br/2020/05/administracao-central-publica-nota-a-comunidade-universitaria-sobre-atividades-de-ensino-da-pos-graduacao/


  • Divulgação da página da APG

    Como talvez não seja do conhecimento de todos, informamos que a Associação de Pós-Graduandos da UFSC vem publicando, em sua página na internet, importantes documentos relativos à crítica situação em que nos encontramos. Lá se leem, por exemplo, chamado para assinatura pela prorrogação de bolsas FAPESC, análises de conjuntura com foco na Pós-Graduação, manifesto do CED posicionando-se em relação a vários pontos da Educação no Brasil, entre outros, contra o retorno das atividades letivas na UFSC via internet.
    Divulgamos, portanto, a página: https://apg.ufsc.br/
    As disputas políticas pelo presente e o futuro da Educação continuam em curso. É importante que, na medida possível a cada um de nós, não as desconheçamos e não nos submetamos passivamente às direções vitoriosas.
    A Kamiquase permanece à disposição dos discentes pelo email: kamiquase.ppglit@gmail.com
    KAMIQUASE
    Representação discente do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGLit/UFSC)

  • Realização de exame de qualificação e apresentação de proficiência em idiomas

    Aos Senhores
    Coordenadores e Chefes de Expediente
    de Programas de Pós-Graduação Universidade Federal de Santa Catarina Florianópolis/SC

    Assunto: Realização de exame de qualificação e apresentação de proficiência em idiomas

    Prezados Senhores,

    1. Comunicamos a prorrogação excepcional por noventa dias, contados a partir dos respectivos prazos finais, para realização dos exames de qualificação (mestrado e doutorado) e para apresentação do comprovante de proficiência em língua estrangeira.

    2. Ressaltamos que, enquanto perdurar a suspensão das atividades presenciais na UFSC, os exames de qualificação poderão ser realizados por meio de sistema de áudio e vídeo em tempo real.

    3. Por fim, face ao exposto, comunicamos também a revogação do Ofício Circular N.º 15/2020/PROPG, de 26/03/2020.

    Atenciosamente,
    CRISTIANE DERANI
    Pró-Reitora de Pós-Graduação.

    Florianópolis, 25 de maio de 2020

     

    Documento original aqui.


  • Chamada para publicação – Revista Abusões

    Dossiê “Ficções e epidemias – paisagens, políticas e catástrofes”

    Havia algum tempo que o mundo não era atingido por uma pandemia como a do novo coronavírus, o SARS-CoV-2, ao menos não com os efeitos experimentados. Nem a mais recente contaminação global, a de H1N1 em 2009, demandou as mesmas práticas de biossegurança da atualidade, tais como o isolamento social, a quarentena e o lockdown (bloqueio total). O temor do contágio pela covid-19, no entanto, pode encontrar algum paralelo com a explosão do HIV/AIDS no início dos anos 1980 – o vírus SARS-CoV-2 provoca uma tempestade inflamatória no corpo e caracteriza-se por ser uma doença multifásica que pode ser fatal. O comparativo igualmente pode ser aplicado às informações pouco acuradas sobre formas de transmissão e de tratamento, condições que culminam na severa resposta aos casos de pacientes testados positivos. Não é mensurável, nesse cenário de contágio, o impacto emocional produzido pela proibição de ritos funerários de entes queridos – ou mesmo a forçada restrição de contato com familiares e amigos. Ao passo que a AIDS fornecia repleta iconografia da doença, a covid-19 oferece a iconografia da proteção: álcool gel, máscaras faciais, luvas descartáveis, termômetro infravermelho, face shield. No que diz respeito a enfermidades disseminadas amplamente, é possível destacar, ainda, o aspecto político/religioso envolto na construção imaginária das doenças, no qual se configuram preconceitos, formas de opressão e instâncias de exclusão: a AIDS recebeu o epíteto de “peste gay”, o H1N1 chegou a ser descrito como doença dos “chicanos” e o SARS-CoV-2 é enquadrado como “vírus chinês”. Das pragas do Egito passando pela peste de Édipo Rei, pelos vampiros do medievo, pelos soropositivos e pelas vítimas de covid-19, a história não deixa de registrar bodes expiatórios, os culpados dos males coletivos, sinal de um domínio ideologicamente contaminado pelo religioso, campo discursivo que vê a doença como punição. Há de se observar, também, uma certa geopolítica das paisagens das doenças que as posicionam em espaços a serem vigiados e controlados – tais como a América Latina, a África e a Ásia – pelas potências hegemônicas, em uma luta pela manutenção do poderio. O cenário de epidemias e de pandemias constrói, como se vê, uma paisagem do medo (Yi-Fu Tuan), confere abertura para metáforas (Susan Sontag), remete a contextos de expressão evidente da biopolítica (Michel Foucault, Roberto Esposito) e encena a catástrofe da necropolítica (Achille Mbembe).

    É curioso, portanto, que A peste, de Albert Camus, datada de 1947, torne-se hoje, em meio ao distanciamento imposto pela covid-19, um tipo de best-seller, leitura de entretenimento. Na mesma esteira seguem projetos literários que versam sobre doenças reais ou imaginadas, em contextos históricos ou fictícios, por meio de descrições realistas ou fantasistas, das quais merecem destaque: Um diário do ano da peste, de Daniel Defoe; Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago; O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Marquez; O último homem, de Mary Shelley; Eu sou a lenda, de Richard Matheson. No cinema chama a atenção que um filme como Contágio (Contagion, Steven Soderbergh, 2011) receba o status de premonitório e tenha se tornado um sucesso repentino nos serviços de streaming. Por outro lado, não se pode deixar de mencionar que a correlação entre doença e monstruosidade é nativa do gênero de horror (Noël Carrol) e amplamente ressignificada nos corpos dos monstros. Poderia até mesmo ser sintomático de uma sociedade doente que um dos jogos mais baixados nas plataformas virtuais nos dias de hoje seja Plague Inc, narrativa que dá vitória àquele que destruir a humanidade espalhando um vírus mortal. Este dossiê pretende abarcar trabalhos que versem sobre o campo das epidemias/pandemias em suas mais diversas frentes, podendo evocar cenários diversos (gótico, fantástico, insólito ficcional, apocalíptico, pós-apocalíptico) e articular perspectivas variadas no enquadramento de ficções sobre contágio e contaminação, nos mais diversos media (literatura, teatro, cinema, televisão, streaming, videojogo, quadrinhos etc.).

    Submissões até 4 de outubro de 2020.

    Organização:
    Flavio García – UERJ
    Marcio Markendorf – UFSC
    Renata Philippov – Unifesp

    Mais informações:
    https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/abusoes/announcement/view/1092