Livro: Resíduos do humano

10/06/2019 10:21

O sobrevivente do século XX é um homem dilacerado, o homem da contemporaneidade, momento em que as visões totalizantes (outra coisa são os totalitarismos) são colocadas em xeque, diante de um mundo em constante mudança que só consegue dar conta – quando dá – de pequenas partes, fragmentos, ruínas.
A literatura configura-se, então, como lugar de revolta da linguagem e lugar de revolta da história, da experiência. Ecos, vibrações, vozes silenciosas são movimentos, outras vidas e memórias de tempos naufragados. Um naufrágio que está ali, adormecido, talvez esquecido, mas pode vir à tona a qualquer momento.
Como ler hoje, na contramão ou nas entrelinhas de certa história literária, as vertentes que questionam os axiomas do próprio fazer literário – sujeito, palavra, personagem, contexto – e o “centralismo humanista” desse fazer?
Os sete ensaios aqui reunidos aceitam o desafio de colocar em discussão essa e outras temáticas correlatas, a partir, sobretudo, da análise das obras de alguns autores : Antonio Tabucchi, Silvio D’Arzo, Gianni Celati, Angelo Maria Ripellino, Giuseppe Ungaretti, Giorgio Manganelli, Juan Rodolfo Wilcock, Italo Calvino, Rina Sara Virgillito.
Resíduos do humano é um primeiro momento de discussão crítica que será continuada, em volumes de próxima publicação, a partir de questões paralelas como o contemporâneo e o anacrônico.
O volume é fruto do evento internacional realizado em 2016, com o apoio da CAPES, CNPq e FAPESC.
Link para download gratuito:

IV SBEDR – Seminário Brasileiro de Escrita Dramática: Reflexão e Prática

03/06/2019 16:32

O NEEDRAM – Núcleo de Estudos em Encenação Teatral e Escrita Dramática, junto ao PPGLIT/CCE/UFSC, tem o orgulho de anunciar o IV SBEDR – SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ESCRITA DRAMÁTICA: REFLEXÃO E PRÁTICA, contemplado com o Edital de Apoio às Culturas do Fundo Municipal de Cultura de Florianópolis e que acontece na UFSC, de 24 a 26 de Junho de 2019.

Repetindo o sucesso das três primeiras edições – 2015, 2016 e 2018 – a programação contempla diferentes públicos, promovendo e valorizando a arte e a teoria da Escrita Dramática. Na sessão de debates, convidados irão discutir a situação e os rumos da Escrita Dramática na academia, nos processos teatrais, em publicações e na cena. Nas Grandes Aulas, palestrantes irão apresentar a obra de relevantes autores dramáticos. Na sessão de Comunicações, professores e estudantes mostrarão pesquisas acadêmicas com foco na teoria e na prática do tema do seminário. E por fim, um concurso de Escrita Dramática, intitulado ‘Mercado de Peças’ irá selecionar um texto teatral de um autor brasileiro contemporâneo, que será apresentado sob forma de leitura dramática.

Convidamos os interessados na submissão de comunicações ou textos teatrais e na participação do evento a visitarem o site www.1sbedr.wix.com/1sbedr para verificação das normas de envio, prazos e outras informações pertinentes.

O uso do dinheiro nas artes visuais: um olhar filosófico

03/06/2019 11:09
“É possível dessacralizar o dinheiro sem o ressacralizar?” se pergunta Hernán Borisonik em $uporte: o uso do dinheiro nas artes visuais. A partir da análise de obras de arte contemporânea do chamado “money-art”, o autor desenvolve uma crítica político-económica do capitalismo tardio. Segundo Fabián Ludueña Romandini, no livro de Borisonik é questionada a “era da literalidade” que “parece moldar as formas segundo o dinheiro: todos os objetos do mundo, cada um dos nossos mais íntimos desejos e, em definitiva, o próprio mundo na sua totalidade [que] sofrem uma alquimia feroz segundo o impulso de uma reescrita monetária da vida”. Se o dinheiro é uma obra de arte, qual é o espaço da arte no mundo do capital? Essa e outras questões serão levantadas por Hernán Borisonik na palestra “O uso do dinheiro nas artes visuais: um olhar filosófico”a se realizar na quarta-feira 12 de junho às 15h no Auditório Henrique Fontes do CCE, seguida do lançamento da tradução do livro editado pela Cultura e Barbárie em 2019.
 
Hernán Borisonik é Doutor em Ciências Socias pela Universidad de Buenos Aires (UBA) onde ministra aulas de teoría politica na graduação e na pós-graduação. É professor da Universidad de San Martín (UNSAM) e pesquisador do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Tecnicas (CONICET) e do Instituto de Investigaciones Gino Germani (IIGG). Editou e organizou diferentes publicações acadêmicas e publicou o livro Dinero Sagrado. Política, economia y sacralidad en Aristóteles.

Conto de Horacio Quiroga será lançado na UFSC no dia 22 de maio

14/05/2019 09:28

O livro ilustrado “Juan Darién”, um conto do autor uruguaio Horacio Quiroga, traduzido por Byron Vélez Escallón, será lançado dia 22 de maioquarta-feira, às 17 h, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Publicado pela Editora Micronotas, o livro — que tem 80 páginas e capa dura — terá distribuição gratuita e tiragem de 500 exemplares. O conto foi ilustrado pela joinvilense Michelli Catarina. O lançamento, que ocorre na UFSC com apoio do Núcleo Onetti de Estudos Literários Latinoamericanos, será realizado no Centro de Comunicação e Expressão (CCE), Bloco B, sala Hassis.

Sobre o livro

Mestre do conto, Horacio Quiroga (1878-1937) nasceu no Uruguai e passou a vida adulta na Argentina. No “Decálogo do perfeito contista”, dizia: “Não pense nos amigos ao escrever, nem na impressão que causará a história. Escreva como se o relato não interessasse a mais ninguém senão ao pequeno mundo dos personagens, dos quais poderias ter sido um. Não há outro modo de dar vida ao conto.”

Publicado originalmente em La Nación (Buenos Aires, 1920), “Juan Darién” integrou o volume de contos “El desierto“, editado em Buenos Aires pela Babel em 1924. “Espero que este trabalho de tradução faça jus ao belo conto ‘Juan Darién’ e que aproxime o leitor, a partir das suas próprias questões existenciais e literárias, da escrita de Horacio Quiroga”, diz o tradutor Escallón, professor de Literatura Hispano-americana do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras da UFSC.

Bibliotecas públicas ou comunitárias que desejarem receber gratuitamente um exemplar do livro podem fazer a solicitação até o dia 30 de maio pelo e-mail , informando um nome e endereço completo.

Mais informações pelo e-mail  ou telefone (47) 99176-0080.

Curso: Visibilidade: as ondas concentricas | Profa. Aurora Conde Muñoz (Univ. Complutense de Madri)

29/04/2019 10:32

Curso: Visibilidade: as ondas concêntricas entre escrita e imagem

Periodo: 6 a 10 de maio

Local: Sala Machado de Assis – CCE

Horário: 9h-12h

Inscrições:

Alunos do PPGLit-UFSC diretamente na Secretaria até 06/05

Disciplina Isolada dia 06/05: Disciplina Isolada

Breve Resumo:

As 5 aulas abordarão novas formas de interação a imagem (plástica, cinematográfica, fotográfica) estabelece com a literatura. A grande mudança que escritura e arte enfrentaram no tocante à dúvida relativa ao real e à indefinição referencial. Serão abordados alguns textos específicos em que a coincidência entre artes visuais e literatura (relação escrita/imagem) deixou rastros particularmente marcantes, contribuindo para uma radical renovação de conteúdos e temáticas.

Jornada Literatura arte e pensamento italiano: relações com o fora

12/04/2019 09:59

Jornada Literatura arte e pensamento italiano: relações com o fora

Sala Machado de Assis – CCE

14h- Apresentação do Projeto Escola de Altos Estudos – CAPES

15h – Mesa- redonda: Outras margens e atravessamentos

Resumo: Na tela apresentada no MASC por Fernando Lindote, em razão do 6º Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas 2017-2018, intitulada DO QUE É IMPOSSÍVEL CONTER, DEPOISANTES (óleo sobre tela, 2018, 200 x 300 cm), há uma questão temporal que permite estabelecer uma relação com a noção de
contemporâneo em Giorgio Agamben que pode ser assim formulada: do que falamos qdo dizemos arte contemporânea?

Resumo: Há muito já dito do que de Giorgio Agamben  remete a Michel Foucault. Sobretudo entre os especialistas do filósofo italiano , busca-se nos conceitos, tais  como dispositivo, subjetivação, dessubjetivação, entre outros, as marcas  advindas do filósofo francês. Não quero aqui  reinventar  esta ciranda. Nem tampouco  entrar nela. Pensando um tanto de fora, quero modestamente  considerar   um vínculo , a meu ver,  marginal, para discorrer  acerca do que no pensamento de Giorgio Agamben espelha  ou refrata o de Michel Foucault. Contendando-me  em  permanecer à margem  desta brincadeira de roda pensante,  apego-me a Emile Benveniste, com a  alegria de quem encontra   sua menina  dos olhos brilhando no trânsito que leva  de Agamben a Foucault . Meu ponto de partida  é considerar  que  foi Giorgio Agamben o primeiro a  vislumbrar o parentesco entre o que diz  o linguista francês Emile Benveniste sobre o sujeito que só se faz na e pela linguagem. Pretendo que o resultado desta breve preleção  seja o de mostrar  como Agamben elucida o que em Foucault apenas  aprece como alusão,  ou seja,  a dizer, do que resta do sujeito  como ato na exterioridade  da linguagem e do discurso.

16h -Encerramento

Resumo: A falta de mediação de um Estado unitário produz, na tradição italiana, a figura de pensadores e artistas em tensão com o poder político local, de Dante e Maquiavel ou Galiléu e Campanella, até Gramsci e Gentile ou mesmo Pasolini. O pensamento italiano não é um pensamento do poder mas da resistência, o que supõe uma certa desterritorialização (Agamben, um filosofo francês que escreve em italiano?). Além das dicotomias já analisadas por Roberto Esposito, comune / immune, conflitto / neutralizazzionepotenza / potere,  minha especulação tomará como objeto a reflexão de Luciano Anceschi (1911-1995), de profunda marca em Nanni Balestrini, Edoardo Sanguineti ou Giorgio Manganelli, através de sua revista, Il Verri. A partir de Anceschi, tentarei mostrar a marca em um filósofo e um escritor. O filósofo é Enzo Melandri, responsável por uma deconstrução da metafísica e do cristianismo, não muito distante aliás do esforço teórico de Jacques Derrida ou Jean-Luc Nancy, em que a relação entre o homem e o mundo, a tal prosa do mundo perseguida por Foucault, permanece indecidível, não-unívoca e só se manifesta através dos gêneros literários, que dela dão testemunho mas traçam, simultâneamente, o limite de uma tal experiência. O escritor é J. R. Wilcock, quem, em textos esparsos dos anos 50, pensa o centro (Paris) a partir das margens (a Roma seiscentista) produzindo uma elipse barroca, em que “l´Europa, che colonizzava le Indie, era a sua volta colonizzata da loro…”, ou seja, produzindo o curioso conúbio de Le nozze di Hitler e Maria Antonieta nell’inferno.

Para maiores informações, acesse os links abaixo:

Apresentação | Equipe                Convidados | Programas            Atividades correlatas

Dialogos com o Professor José Roberto O’Shea

08/04/2019 14:03

O PPglit tem o prazer de convidar os alunos de Pós-Graduação em Literatura para  participarem dos

    Dialogos com o Professor José Roberto O’Shea:  uma conversa sobre a tradução de Manuel Bandeira do Macbeth de William Shakeakespeare

     A tradução de Manuel Bandeira encontra-se disponível em pasta separada no xerox do CCE para cópia dos alunos

Dia 28 de Maio às 14 horas  no Auditorio Henriques Fontes

Chamadas para estudos de WALTER BENJAMIN artigo e comunicação oral

08/04/2019 09:17

1) chamada para colaborações com o periódico A1 LINGUAGEM & ENSINO da UFPEL, no número temático:

Walter Benjamin: Tradução, Alegoria e história (s)
http://www.rle.ucpel.tche.br/index.php/rle/announcement/view/27

2) Em breve, inscrições para o:
 III Congresso da Associação de Estudos Germanísticos

“Travessias, encontros, diálogos”
De 28 a 30/08/2019
Universidade Federal Fluminense – Campus Gragoatá
Faculdade de Letras – Niterói -RJ

Simpósio Temático:

“Walter Benjamin: modos de usar”

O Simpósio temático procura contemplar as reelaborações teóricas e críticas que a obra de Walter Benjamin ensejou nas humanidades pela fortuna do Brasil ou de outros países, questionando o caráter ao mesmo tempo prolífico e parcial de sua recepção. São bem-vindas as contribuições que se proponham a pensar a aproximação desse pensamento com a crítica da Escola de Frankfurt, as que investiguem suas reflexões teóricas no âmbito dos estudos da linguagem, as que se apliquem tanto às críticas e resenhas literárias, quanto à poesia e à prosa do escritor. Pretende focalizar o papel que adquire a linguagem na obra do autor, tendo em vista o horizonte comparativo aberto entre a língua alemã e a língua portuguesa/brasileira, incluindo portanto indagações tradutológicas, editoriais. Retoma, além disso, as relações – abordadas por ocasião do Simpósio Temático dentro do Congresso ABEG de Florianópolis – do pensamento de Benjamin com o mito, com a Antropologia. “Walter Benjamin: modos de usar” toma como ponto de partida, em especial, o conjunto de textos literários comentados por Benjamin entre os anos 1920 e 1940, evidenciando as ponderações sobre gêneros literários, as questões de estilo e os comentários de caráter filológico. Desses sentidos interessa a nossos estudos literários o modo de empreender filologia, que da letra propicie compreensão filosófica e crítica histórica. Esperamos igualmente que o Simpósio favoreça a ampliação do leque de perspectivas teóricas sobre a obra benjaminiana a diversos campos do saber, com a incorporação e o processamento de textos recentes da fortuna crítica benjaminiana de língua alemã.


Informações adicionais:

Nome(s) completo(s), instituições de ensino:
Georg Otte-UFMG; georg.otte@uol.com.br
Susana Kampff Lages-UFF; susanaklages@hotmail.com
Maria Aparecida Barbosa -UFSC; aparecidabarbosaheidermann@gmail.com