Aula Magna com Veronica Stigger

16/08/2019 12:10

A escritora, crítica de arte, curadora independente e professora universitária Veronica Stigger é a convidada do Programa de Pós-graduação em Literatura da UFSC para ministrar a aula magna de abertura do semestre. “Arqueologia da invenção” é o tema da atividade que inaugura as atividades acadêmicas de 2019-2.

O evento acontece às 10 horas do dia 21 de de agosto no Auditório do CSE/UFSC.

 

Veronica Stigger nasceu em 1973, em Porto Alegre. Desde 2001, mora em São Paulo. É escritora, crítica de arte e professora universitária. Em 1991, ingressou no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde conheceu o poeta, professor e crítico literário Eduardo Sterzi, com quem vive até hoje. Chegou a trabalhar em redações de rádio, televisão e jornal, mas as abandonou para se dedicar à pesquisa universitária. É mestre em Semiótica pela Unisinos e doutora em Teoria e Crítica de Arte pela USP. Possui pós-doutorado pela Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) e pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. Atualmente, é coordenadora do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema e professora nas Pós-Graduações em História da Arte e em Fotografia da FAAP e na Pós-Graduação em Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz. Seu livro de estreia, O trágico e outras comédias, uma reunião de contos, foi publicado primeiramente em Portugal pela editora Angelus Novus, de Coimbra. No ano seguinte, o livro ganhou edição brasileira pela 7Letras, do Rio de Janeiro. Depois deste, publicou mais nove volumes: sete adultos e dois infantis.
Em seus livros, explora as diferentes formas literárias, desrespeitando propositalmente os limites de gênero. Por isso, seus textos assumem os mais diversos formatos: contos, poemas, peça teatral, legenda, anúncio publicitário, palestra etc. Desde 2010, vem realizando também intervenções artístico-literárias em exposições coletivas e individuais. Não por acaso, dois de seus livros se originaram de projetos de literatura pensados para outros suportes que não o livro: Delírio de Damasco decorre da instalação visual Pré-Histórias, 2, realizada nos tapumes da unidade em construção do SESC da Rua 24 de Maio, em São Paulo, em 2010, e Minha novela de vídeo homônimo apresentado na exposição individual Sarau, ocorrida entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013, na Casa do Brasil, em Bruxelas. No teatro, em 2013, assinou a dramaturgia da peça ¡Salta!, do Coletivo Teatro Dodecafônico, de São Paulo, e, naquele mesmo ano, teve textos seus adaptados para o palco pelas companhias Súbita e Casca no espetáculo Extraordinário cotidiano, apresentado em Curitiba, e por Felipe Hirsch no espetáculo Puzzle, apresentado em Frankfurt e São Paulo e, em 2015, no Rio de Janeiro.
Obras literárias
Romances
Opisanie świata –  2013, (nova edição no prelo), Editora Sesi
Sombrio Ermo Turvo –  2019, Todavia
Contos e Crônicas
O trágico e outras comédias – 2004, 7Letras

Os anões – 2010, (nova edição no prelo), Editora Sesi
Massamorda – 2011, Dobra

Delírio de Damasco – 2012, Cultura e Barbárie
Minha novela – 2013, Cultura e Barbárie
Sul (96 págs.)  – 2016, Editora 34
Gran Cabaret Demenzial – 2007, 2018/, Editora Sesi
Infantil
Dora e o Sol – 2010, 34
Onde a onça bebe água [em coautoria com o Eduardo Viveiros de Castro]. 2015, Cosac Naify
Edições estrangeiras
O trágico e outras comédias. Coimbra: Angelus Novus, 2003
Argentina: Sur / Sul / trad. Gonzalo Aguiar – 2014, Grumo
Revoltijo – 2014, Mariposa Cartonera, [Tradução de Massamorda para o espanhol]
México: Opisanie Swiata – (no prelo), Ediciones Antílope
Prêmios
2010 – Finalista do Prêmio Fato Literário da RBS
2013 – Prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional [por Opisanie świata]
2014 – Prêmio São Paulo de Literatura – Autor Estreante (acima dos 40) [por Opisanie świata]
2014 – Prêmio Açorianos para Narrativa Longa [por Opisanie świata]
2014 – Terceiro lugar no Prêmio Jabuti para Romance [por Opisanie świata]

2014 – Finalist do Prêmio Portugal Telecom [por Opisanie świata]

2017 – Prêmio Jabuti, CBL, Categoria Contos e Crônicas, por Sul

Nota pública sobre o dia 13/08/19 (CCE)

12/08/2019 16:16

À Comunidade Usuária do CCE,

A Direção do CCE, tomando conhecimento do evento nacional agendado para o próximo 13 de agosto de 2019, solicita a cada servidor docente, técnico administrativo e discente a observância de condutas que possibilitem a recuperação, quando for o caso, de atividades didático pedagógicas previstas para esse dia.

Nesse contexto, pedimos aos docentes que evitem o agendamento de avaliações e/ou trabalhos para essa data.

Tendo em vista a impossibilidade de uma previsão exata do alcance desse movimento, informamos que, em princípio, os blocos do CCE serão abertos pelas equipes de portaria. Estaremos avaliando a situação na manhã do dia 13 e, com o foco na segurança pessoal e patrimonial, verificando a viabilidade em manter liberados os acessos aos prédios.

 

Florianópolis, 12 de agosto de 2019.

DIREÇÃO DO CCE

Chamada do II Seminário Oco

12/08/2019 15:45

Como potência de uma força latente, prestes a irromper e renovar a vida, a primavera há muito provoca reflexões teóricas, alimenta metáforas, alegorias e lutas sangrentas de insurreição, como a Primavera de Praga, a Primavera Negra e a Primavera Árabe. A natureza, em seu ciclo de repetições diferidas, conserva sentidos abertos, estando presente de maneira cara a nós da Primavera de Botticelli (ou Alegoria da Primavera) ao cacto de Bandeira, em seu vigor irrefreável, em sua beleza violenta. A poeta Hilda Hilst cantou: “Ouço que é preciso esperar/ Uns nítidos dragões de primavera” para completar, tragicamente: “mas à minha porta eles viveram sempre”. Viveiros de Castro e Déborah Danowiski perguntam: “Há mundo porvir?”. Fazem isso sem deixar de atentar para urgências que vão muito além daquelas locais, espacial e temporalmente, colocando em questão a própria possibilidade de existência terrena, dada a sempre latente questão de o caráter “natural” do universo ser drasticamente alterado. Como pensar a perenidade de promessas primaveris diante das crescentes erosões e insensatas destruições características dos tempos que correm? Como restituir potência à vida latente de modo a tornar possível desabroches? Desabrochar, singular por natureza, torna-se plural pela estranha constelação que surge das múltiplas pontas que brotam, nos mais variados territórios, de maneira a caracterizar em conjunto uma estação primaveril: heterogênea, tornada una pela contraditória possibilidade da variação. Única estação feminina na língua portuguesa, a primavera cria uma fresta fértil de pensamento: espaço capaz de colocar em questão a solidez vertical do masculino, tornada instável pelas teimosas irrupções, abalos da tentativa de uma voz única. Se as flores, imagens primaveris por excelência, podem emprestar o significante para inalcançáveis purezas, primor e perfeição; não hesitam em deslocar-se por barrocos floreios, rompimentos juvenis, superfícies sensitivas. À flor da pele, anti-rosas radioativas, atômicas, desérticas e espinhosas podem minar ereções civilizatórias, podem esquivar-se das espadas ao mesmo tempo em que se deixam inclinar pelas brisas mais leves. Diante das urgências do presente, o Núcleo Oco de Artes convida para a participação no II Seminário OCO: ocas primaveras, com o objetivo de alimentar reflexões e diálogos formulados nos marcos dos campos das artes e das humanidades. O período de submissão de propostas de comunicação permanecerá aberto até 13 de agosto de 2019. O evento acontecerá no Auditório Elke Hering, Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina, nos dias 02, 03 e 04 de setembro de 2019. As propostas de comunicação devem ser enviadas para o e-mail seminario.oco@gmail.com, contendo nome completo, vínculo institucional, título, resumo expandido contendo bibliografia (até 1500 palavras) além de 3 a 5 palavras-chave.

Lançamento Revista Landa 2019/1

09/08/2019 15:34

A Revista Landa, do Núcleo Onetti de Estudos Literários Latino-Americanos da UFSC– já está no ar:

http://www.revistalanda.ufsc.br/vol-7-n2-2019/.

Neste Número [Vol. 7 n°2 (2019)], Landa apresenta a chamada pública “A imagem autoritária”, com artigos em que se debate o caráter político das imagens. Partindo do pressuposto de que o discurso democrático pode e deve fazer sentido, mas justamente quando fala a um povo em seu devir, os autores Rodrigo Amboni, Erivoneide Barros, Ludymylla Maria Gomes de Lucena, Marina dos Santos Ferreira, Manuela Quadra de Medeiros, Luiza de Aguiar Borges, Fátima de Souza Moretti e Igor Gomes Farias, nos propõem reflexões em torno de propostas artísticas capazes de resistir às apropriações autoritárias. Propomos um debate que se demora na politização dos significantes montados, na própria montagem (de materiais, imagens, sons, palavras, tempos), e não apenas naquilo que as imagens convencionalmente representam.

Já o dossiê especial “Circulações da teoria na América Latina” – organizado por Max Hidalgo Nácher – se aborda a disseminação das “filosofias da diferença” no Brasil e na Argentina. O dossiê se abre com um texto de Raul Antelo sobre Nietzsche ao ser aclimatado nesses páramos, seguido de Leyla-Perrone-Moisés a propósito do devir uruguaio do Conde de Lautréamont e dos distintos modos de censura que o ensaio Lautréamont austral, escrito em colaboração com Emir Rodríguez Monegal, sofreu em terras de França. Seguem-nos “Vallejo/Oswald: Trilce antropofágico” de Amálio Pinheiro, em montagem de leituras-escrituras que faz a poesia de um literalmente atravessar a do outro. Completam o dossiê textos de Hidalgo Nácher sobre Candido e Haroldo de Campos; Carlos Walker sobre o estruturalismo como moda na Argentina de fins dos anos 60; Analía Gerbaudo sobre a Beatriz Sarlo tradutora; Esther Pino Estivill sobre Barthes na Espanha; Laura Brandini sobre Barthes nos jornais brasileiros de hoje; e Jorge Wolff com relato sobre a trajetória da tese Telquelismos latino-americanos, dedicada à aclimatação do pensamento estruturalista e pós-estruturalista por estas landas nos anos 60 e 70.

A secção Olhares, por sua vez, inclui o artigo “Entre la crisis del proyecto y el triunfo de la equivalencia general: políticas de la imagen y de su lectura”, em que Franca Maccioni trata de pensar a imagem “como un operador estético potente” a partir do pensamento de Nancy, Agamben e Rancière de modo que a relação literatura/política se coloca frontalmente contra o “automatismo do capital” e o “regime da representação”, conversando assim com a chamada pública desta edição, dedicada à “imagem autoritária”. O texto seguinte de Olhares coloca seu foco em outra questão fundamental dos dias de hoje, a das universidades públicas. Em “‘Hemos resuelto llamar a todas las cosas por el nombre que tienen’. Política da escrita na Reforma Universitária de Córdoba”, Artur Giorgi escreve “em termos estéticos” e como “acontecimento disruptivo” sobre a reforma que lançou as bases da universidade pública latino-americana há um século, relacionando-a com os enfrentamentos de 1968 e de 2018, isto é, da agoridade, em que se vêem ameaçadas. A seção Olhares fecha com “¿Por qué Brasil, qué Brasil? Derivas en torno a lo argentino-brasileño”, de Joaquín Correa, texto dedicado ao recente livro organizado por Roxana Patiño e Mario Cámara, ¿Por qué Brasil, qué Brasil? Recorridos críticos. La literatura y el arte brasileños desde Argentina (Villa María: Eduvim, 2017.

Finalmente, Landa inaugura neste número uma nova seção, dedicada ao imaginário artístico e intitulada Vária Invenção (Suplemento de artes da Revista Landa). Na sua estréia, apresentamos a série Nós dois, juntos, de Artur de Vargas Giorgi, com texto de Ana Chiara.

Agradecemos a divulgação da Revista.

Boas leituras!

Atenciosamente,

A equipe editorial.

E-book: De todos os museus, o fogo

09/08/2019 11:30

A Representação Discente Nonada anuncia a publicação do E-book:

De todos os museus, o fogo

Os ensaios desse volume foram motivados pelo VII Seminário de Pesquisa da Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina, realizado entre os dias 3 a 5 de dezembro de 2019 nas dependências do Centro de Comunicação e Expressão.

O E-book tem fins educacionais e distribuição gratuita. Nosso objetivo é a divulgação e circulação do conhecimento e da pesquisa acadêmica, buscando o desenvolvimento de um pensar crítico e criativo nos diversos âmbitos da sociedade.

Agradecemos a colaboração e dedicação de todos os autores(as), organizadores(as), revisores(as) e diagramadora.

Leiam, partilhem e divulguem o De todos os museus, o fogo

Obrigado!
Representação Discente Nonada

E-book – De todos os musues, o fogo